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FGC já pagou R$ 32,5 bi a clientes do Master e cobre 75% dos credores

FGC acelera pagamentos a investidores afetados pela liquidação do Banco Master

FGC acelera pagamentos a investidores afetados pela liquidação do Banco Master

FGC já desembolsou R$ 32,5 bilhões em ressarcimentos ligados ao conglomerado do Banco Master, segundo dados divulgados em entrevista ao Valor. O valor corresponde a cerca de 80% do total estimado e já alcançou aproximadamente 580 mil credores, o equivalente a 75% da base afetada após a liquidação das instituições pelo Banco Central.

O caso envolve principalmente investidores com CDBs do Banco Master, além do Banco Master de Investimento e do Letsbank, que também faziam parte do grupo liquidado. O FGC cobre aplicações de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, dentro do teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Pagamentos do FGC avançam e devem chegar a 90%

De acordo com o fundo, cerca de 20 mil pedidos ainda estão em processamento e dependem de alguma ação do próprio credor, como validação de dados no aplicativo. A expectativa é que o percentual de valores pagos se aproxime de 90% até o fim da semana.

No caso do Will Bank, também integrante do conglomerado e liquidado mais recentemente, o FGC estima pagar cerca de R$ 6,3 bilhões, mas os repasses ainda dependem da consolidação da base de credores pelo liquidante.

Desafios operacionais e reforço contra fraudes

O CEO do fundo, Daniel Lima, afirmou ao Valor que o processo foi mais complexo que o normal. “É uma estatística que pode ser alterada em virtude dos desafios do caso concreto”, disse, citando o porte do grupo, múltiplos CNPJs e exigências de compliance.

O executivo também destacou o reforço nos mecanismos de segurança diante de tentativas de golpe. “A gente realmente criou várias camadas de proteção para tentar evitar o sucesso dos criminosos”, afirmou. Segundo ele, até o momento não houve registro de fraudes bem-sucedidas.

Apesar do volume elevado de pagamentos, Lima reforçou que o FGC segue com estrutura financeira sólida. “A gente tem um patrimônio de quase R$ 160 bilhões e liquidez imediata de R$ 122 bilhões”, disse ao jornal.

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