O fundo imobiliário FATN11 ampliou seu portfólio com a aquisição de lajes corporativas em quatro empreendimentos comerciais na cidade de São Paulo. A operação, concluída em 29 de janeiro de 2026, totalizou R$ 45.736.676,94, valor que contempla a compra das unidades e os investimentos previstos em reformas, mobiliário e equipamentos. Segundo fato relevante, os ativos já começaram a gerar receita no mês de fechamento.
O pacote inclui duas unidades no Edifício Concorde, na Vila Olímpia; uma sala no Edifício Banco Mercantil, na Avenida Paulista; seis escritórios no Edifício Brasilinterpart, no Brooklin; e duas unidades no Edifício GBC, também na Vila Olímpia. Todas as propriedades contam com vagas de estacionamento, reforçando a atratividade para locatários corporativos que buscam acessibilidade e conveniência na capital.
As aquisições somam 2.295,98 m² de área bruta locável (ABL), distribuídos em localizações consolidadas do mercado de escritórios paulistano. A estrutura financeira foi desenhada de forma híbrida, com 87,29% do valor quitado por meio da integralização de cotas do próprio fundo e o saldo remanescente parcelado em 60 prestações mensais de valores iguais. Esse arranjo preserva liquidez e dilui desembolsos no tempo.
Os imóveis passaram a gerar aproximadamente R$ 361 mil por mês em receita de locação já a partir da aquisição, de acordo com a administradora. Esse fluxo contribui para a estabilidade operacional do portfólio e reflete contratos e ocupações em linha com o mercado-alvo do veículo. A diversificação entre Vila Olímpia, Brooklin e Paulista tende a mitigar riscos específicos por região.
Investimentos adicionais em obras, mobiliário e equipamentos estão previstos no plano de valorização dos ativos. Após a conclusão desse ciclo, a gestora projeta cap rate próximo de 10% ao ano, patamar considerado coerente com as métricas históricas do fundo. Trata-se de uma estimativa sem garantia de retorno, sujeita a execução, ocupação e condições de mercado.
A administração destacou que, devido ao pagamento majoritário via emissão de cotas, o incremento de receita de locação não deve alterar de forma relevante os rendimentos mensais por cota no curto prazo. Ainda assim, a aquisição está alinhada à estratégia do FATN11, sem mudanças na política de distribuição ou no perfil de endividamento, reforçando o posicionamento do fundo no segmento corporativo.
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