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ETF de letras financeiras da Nu Asset inicia operação e mostra primeiros números

ETFs são os preferidos dos mais ricos. Foto: Freepik

ETFs são os preferidos dos mais ricos. Foto: Freepik

Lançado em dezembro, o NLFA11, ETF de letras financeiras da Nu Asset, iniciou sua trajetória no mercado ainda em estágio inicial, mas já apresenta os primeiros números para os investidores. Em janeiro, o fundo acumulou rentabilidade positiva, alinhada ao comportamento do Índice de Letras Financeiras da Anbima (ILFA), referência que o ETF replica.

Mesmo com pouco ‘tempo de vida’, o desempenho inicial do NLFA11 reflete a dinâmica típica dos ativos que compõem sua carteira. No encerramento de 2025, a rentabilidade acumulada desde o início ficou em torno de 0,38%, segundo a gestora Nu Asset.

A carteira do NLFA11 é formada majoritariamente por Letras Financeiras (LFs) seniores emitidas por grandes instituições financeiras, com perfil high grade. Entre os principais emissores estão nomes como Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Itaú, BTG Pactual, XP, Safra e Votorantim, o que confere ao portfólio um nível elevado de diversificação e baixo risco de crédito.

Outro ponto relevante é a duration média da carteira, em torno de 2,2 anos, característica que tende a reduzir a volatilidade do fundo em comparação a outros instrumentos de crédito privado mais longos. A precificação é feita a mercado, mas com menor oscilação relativa, refletindo o perfil das LFs bancárias e a construção do índice ILFA.

Do ponto de vista estrutural, o NLFA11 busca se diferenciar pela eficiência tributária. O ETF não está sujeito ao come-cotas, não incide IOF e possui tributação de 15% sobre o ganho de capital, independentemente do prazo de investimento — um modelo que o aproxima da lógica de ETFs de renda fixa e o distancia de fundos tradicionais referenciados em DI.

ETF da Nu Asset ainda em fase inicial

O início de trajetória do NLFA11 reforça a proposta apresentada pela Nu Asset no lançamento: oferecer uma alternativa líquida, transparente e de baixo custo para acessar o mercado de crédito bancário no Brasil.

“O diferencial do NLFA11 está justamente em seguir um índice criado para ser referência na precificação de ativos de crédito privado de instituições financeiras no Brasil. Unimos segurança do crédito de instituições financeiras, liquidez de um ETF, eficiência tributária e também robustez de um índice desenvolvido pela própria ANBIMA”, afirma Andrés Kikuchi, diretor de investimentos da Nu Asset.

O que é a Nu Asset?

A Nu Asset administra atualmente cerca de R$ 6,4 bilhões em ativos, distribuídos em 26 fundos de investimento e com uma base que supera 1,4 milhão de cotistas. A gestora tem como pilar o uso intensivo de ciência de dados e tecnologia para desenvolver produtos com foco em eficiência, transparência e acesso ao mercado de capitais.

Entre seus principais marcos estão o lançamento do primeiro ETF da B3 com distribuição de dividendos, o NDIV11, em 2023, além da criação de smart betas ligados ao Ibovespa, como LVOL11 e HIGH11. A casa também foi pioneira em ETFs de crédito privado global com hedge para o real, caso do HGBR11 e do HYBR11, e no lançamento do primeiro ETF de Bitcoin de contratos futuros listado na B3, o NBIT11, consolidando sua atuação em diferentes frentes do mercado financeiro.

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