A Estrela (ESTR4), fabricante de brinquedos, apresentou nesta quarta-feira (20) um pedido de recuperação judicial. O processo foi protocolado na Comarca de Três Pontas (MG), segundo fato relevante divulgado ao mercado.
Além da Manufatura de Brinquedos Estrela, o pedido inclui outras companhias ligadas ao grupo, como Editora Estrela Cultural, Estrela Distribuidora de Brinquedos, Brinquemolde Licenciamento Indústria e Comércio, JM Comércio e Indústria de Plásticos, Starcom, Starcom do Nordeste e Catu Comércio de Cosméticos.
No comunicado, a companhia afirmou que a medida busca reorganizar o endividamento e preservar a continuidade das operações. A empresa também destacou a manutenção dos empregos, das atividades operacionais e da geração de valor para clientes, fornecedores, credores e acionistas.
Segundo a fabricante, a decisão ocorre em meio a um cenário de pressão econômica e mudanças estruturais no setor de brinquedos. Entre os fatores apontados estão os juros elevados, o aumento do custo de capital, a restrição de crédito e a maior concorrência de alternativas digitais de entretenimento.
A companhia afirmou ainda que continuará operando normalmente durante o processo de recuperação judicial.
Estrela (ESTR4) é responsável por Banco Imobiliário e outros produtos tradicionais
Fundada em 1937, a Estrela se consolidou como uma das marcas mais tradicionais da indústria de brinquedos no Brasil. Ao longo das décadas, a companhia lançou produtos que atravessaram gerações, como Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa.
Nos últimos anos, no entanto, o setor de brinquedos passou por mudanças significativas por conta de novos padrões de consumo infantil. O avanço dos jogos eletrônicos, aplicativos, plataformas digitais e outras formas de entretenimento online reduziu espaço para brinquedos tradicionais.
Com o anúncio da recuperação judicial, as ações da Estrela (ESTR4) estão despencando 18,85%, a R$ 3,66, por volta das 11h.
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