O dólar chegou a cair e passou a rodar perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira, 4, diante da valorização do petróleo acima de US$ 110 o barril do Brent, que melhora os termos de troca dos exportadores, mas tenta subir em meio à alta externa da divisa americana.
Os juros futuros também aliviaram alta na esteira do dólar em meio ao leve avanço dos rendimentos dos Treasuries com a continuidade do fluxo travado de navegação no Estreito de Ormuz e incertezas sobre as negociações de paz entre Irã e EUA. A curva de juros reflete ainda o aumento nas projeções de inflação no Focus em meio à espera da ata da reunião do Copom da semana passada que cortou a Selic em 25 pb, a 14,50% ao ano e será divulgada amanhã.
No Focus, a mediana do IPCA 2026 subiu pela 8ª semana seguida, de 4,86% para 4,89%, e para 4,91% nas estimativas mais recentes, ampliando o desvio em relação ao teto da meta (4,50%), pressionada pelo petróleo e riscos do Oriente Médio. Para 2027, ficou estável em 4%, após sequência de altas, ainda acima do esperado pelo BC.
No Oriente Médio, o porta-voz do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que Teerã negocia com Omã um protocolo para garantir a passagem segura de navios no Estreito de Ormuz. Ele também disse que os EUA precisam reduzir exigências, destacando que as negociações para encerrar a guerra estão travadas, enquanto o Irã mantém como prioridade o fim do conflito.
O Comando Central americano negou ataque iraniano e afirmou que nenhum navio americano foi atingido, após a mídia estatal iraniana alegar o contrário no Estreito de Ormuz.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira que os europeus não pretendem se envolver em operações dos EUA no Estreito de Ormuz sem clareza sobre seus objetivos.
Com Estadão Conteúdo
