O fundo imobiliário MCRE11 informou que pagará R$ 0,11 por cota referentes à competência de junho de 2026, repetindo o patamar observado desde fevereiro de 2025. Os dividendos do MCRE11 mantêm a série de estabilidade na distribuição.
O pagamento ocorrerá em 22 de julho de 2026. Terá direito ao provento quem estiver posicionado até o encerramento do pregão de 15 de julho de 2026, data-base da distribuição.
Com a cotação de fechamento de junho, de R$ 9,12, o provento corresponde a um Dividend Yield mensal aproximado de 1,21%. A distribuição referente a maio, paga em junho, apresentou yield anualizado de 15,3% sobre o preço de fechamento de R$ 9,23.
Os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, observadas as condições previstas na legislação. A gestão manteve a faixa de distribuição do primeiro semestre de 2026 entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota e estima R$ 248 milhões em resultado adicional nos próximos cinco anos, decorrentes de eventos de liquidez dos ativos estruturados e do imóvel.
Composição da carteira do MCRE11
O FII encerrou o mês com 95% dos recursos aplicados em ativos-alvo, alocados em 11 CRIs, um imóvel, cinco fundos estruturados e 15 fundos listados. Por classe de ativo, a carteira reúne crédito (45%), estruturados (28%), imóveis (16%), FIIs (6%) e caixa (5%). O book de crédito e estruturados rende IPCA + 10,0% e CDI + 4,1%.
Em FIIs líquidos, o veículo detinha R$ 66,8 milhões, o equivalente a cerca de 6% dos recursos, com Dividend Yield médio de 13,7% ao ano nessa posição. Por indexador, o IPCA+ representa 92% da carteira e o CDI, 8%.
Por segmento, a distribuição é residencial (33%), comercial (27%), logístico (22%), shopping (17%) e loteamento (1%). Regionalmente, há concentração em São Paulo (70%), seguida pelo Sul (13%), Centro-Oeste (9%), Sudeste (7%) e Norte/Nordeste (1%).
Resultados, reservas e fontes de reforço
Em maio, último relatório disponível, o resultado somou R$ 7,8 milhões, ou R$ 0,07 por cota. A distribuição de R$ 0,11 por cota naquele período utilizou R$ 0,04 por cota em reservas. As receitas totalizaram R$ 10,1 milhões e a distribuição geral, R$ 12,3 milhões.
Além desse resultado, os rendimentos contam com reforço dos veículos intermediários em que o fundo investe. O veículo que carrega cotas de TRXF11, por exemplo, acumulava R$ 0,06 por cota, cerca de R$ 6,5 milhões, em dividendos recebidos.
No mercado secundário, a liquidez mensal foi de aproximadamente R$ 64,1 milhões, o que equivale a R$ 3,2 milhões por dia.
