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CVC (CVCB3) despenca após balanço do 1T26; veja o que diz o BBA

CVC (CVCB3)

CVC (CVCB3). Foto: Pixabay

As ações da CVC (CVCB3) estão liderando as perdas do Ibovespa após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 da companhia. Por volta das 16h20, os papéis despencam 14,55%, a R$ 1,82.

No primeiro trimestre deste ano, a CVC reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões, revertendo o lucro ajustado de R$ 24 milhões registrado no mesmo período de 2025. O desempenho foi impactado, segundo a companhia, por um ambiente mais desafiador para o setor de turismo global e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa somou R$ 93,7 milhões entre janeiro e março, representando uma queda de 10,5% na comparação anual. A margem Ebitda também recuou, saindo de 28,9% no 1T25 para 25,7% no 1T26.

Já a receita líquida consolidada atingiu R$ 365,1 milhões, avanço de apenas 1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Apesar disso, as reservas confirmadas cresceram 3,8% na base anual, impulsionadas principalmente pela operação brasileira, que avançou 8,1%, enquanto a unidade da Argentina apresentou retração de 8,4%.

Itaú BBA vê trimestre difícil para a CVC (CVCB3)

Após a divulgação do balanço, o Itaú BBA classificou o primeiro trimestre da CVC como “difícil”, destacando pressões sobre rentabilidade, geração de caixa e alavancagem financeira da companhia.

Os analistas do banco afirmaram que o desempenho operacional veio mais fraco do que o esperado, especialmente no segmento B2C do Brasil e nas operações da Argentina. O relatório também apontou que a desalavancagem operacional pressionou as margens da companhia no período.

Outro ponto de preocupação levantado pelo BBA foi o aumento da queima de caixa. Na visão dos analistas, o mercado pode passar a adotar uma postura mais cautelosa com a empresa diante de um cenário ainda pressionado para o setor de turismo. Entre os fatores citados estão o aumento das tarifas aéreas, juros elevados e impactos sobre a renda disponível do consumidor ao longo do ano.

Apesar da leitura negativa sobre os números do trimestre, o Itaú BBA manteve recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações da CVC (CVCB3), com preço-alvo de R$ 3 ao final de 2026.

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