As ações da CSN (CSNA3) estão entre as principais perdas do Ibovespa nesta quinta-feira (12). Por volta das 12h, os papéis da companhia despencam 9,12%, a R$ 6,48.
A forte variação negativa dos papéis acontece após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 da CSN. No período, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 721 milhões, número 748% maior do que o resultado negativo reportado no ano anterior, de R$ 85 milhões.
No acumulado de 2025, o prejuízo líquido chegou a R$ 1,5 bilhão, uma queda de 2% frente a 2024.
Além disso, o Ebtida ajustado ficou em R$ 3,325 bilhões nos três últimos meses de 2025, baixa de 0,3% na comparação anual. Outro indicador que também recuou foi a receita líquida, que somou R$ 11,403 bilhões, queda de 5,2%.
Divisão de aço pressiona resultados da CSN (CSNA3)
Na avaliação do Itaú BBA, apesar da reação negativa do mercado, os resultados da CSN no quarto trimestre vieram ligeiramente positivos, principalmente devido ao desempenho melhor do que o esperado na divisão de mineração. O banco destaca que o EBITDA da companhia superou suas estimativas, apesar da pressão observada em outras áreas do negócio.
De acordo com os analistas, o Ebitda ajustado, por exemplo, veio aproximadamente 11% acima da projeção de R$ 2,7 bilhões do banco.
Segundo o relatório, a surpresa em relação às projeções foi explicada principalmente pela mineração.
“A surpresa em relação à nossa estimativa foi principalmente devido a um desempenho melhor do que o esperado na mineração”, dizem os analistas.
Ainda assim, a casa ressalta que outros segmentos apresentaram desempenho mais fraco no trimestre. Na divisão de aço, por exemplo, os resultados vieram sequencialmente mais fracos, com EBITDA de R$ 386 milhões, excluindo efeitos pontuais relacionados à ociosidade da produção.
Além disso, o relatório também chama atenção para a geração negativa de fluxo de caixa livre, que ficou em R$ 282 milhões, e para o avanço da alavancagem financeira da CSN (CSNA3). A dívida líquida atingiu R$ 41,2 bilhões, levando a alavancagem para 3,5 vezes dívida líquida sobre EBITDA, acima das 3,1 vezes registradas no trimestre anterior.
