O fundo de investimento imobiliário BTLG11 anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimentos não vinculante para a alienação de três propriedades logísticas de sua carteira. Localizados em São Paulo e Pernambuco, os ativos somam aproximadamente 102,5 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL). A administração aponta que a operação pode gerar lucro estimado de cerca de R$ 1,56 por cota, refletindo ganho de capital próximo de 36% e TIR projetada de aproximadamente 17% ao ano.
O comunicado ressalta que a transação permanece condicionada ao cumprimento de etapas usuais, como due diligence, negociações finais, celebração dos contratos definitivos e aprovações regulatórias necessárias. Não foram divulgados, até o momento, os imóveis específicos envolvidos nem a identidade do potencial adquirente.
Compra de 13 ativos logísticos
Após aquisições recentes, o BTLG11 segue ajustando seu portfólio. A venda cogitada ocorre pouco depois da quitação da compra de 13 ativos logísticos por cerca de R$ 1,76 bilhão, majoritariamente concentrados em São Paulo, que adicionaram aproximadamente 541 mil m² de ABL ao patrimônio do fundo.
Atualmente, o BTLG11 detém cerca de 34 propriedades e aproximadamente 1,4 milhão de m² de ABL, mantendo foco relevante no principal mercado do país. O portfólio incorporado inclui galpões em municípios como Louveira, Itapevi, São Bernardo do Campo, Ipojuca e Queimados.
BTLG11: reciclagem patrimonial
Estratégias de reciclagem patrimonial são comuns no universo de fundos imobiliários, permitindo liberar capital, reduzir endividamento, reforçar o caixa ou viabilizar novas aquisições. Embora o fundo não tenha detalhado o destino dos recursos caso a operação seja concluída, tal movimento ocorre em paralelo à 16ª emissão de cotas, com preço de R$ 102,51 e montante inicial estimado em R$ 1,6 bilhão, podendo crescer em até 25% conforme a demanda.
Em linha com a gestão ativa, há renegociações contratuais em andamento, incluindo reajuste de cerca de 20% no Cajamar I, elevação de 25% em contrato do imóvel de Mauá e revisão em Louveira. A administração reporta vacância financeira próxima de 2,6%, relação dívida/patrimônio perto de 3%, contratos majoritariamente atrelados ao IPCA e prazo médio de aproximadamente cinco anos. Investidores acompanham os próximos passos da potencial alienação e a continuidade da estratégia do BTLG11.
