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BRCO11 concentra 71% da receita em ativos last mile e lucra R$ 17,6 milhões

Três homens em trajes de negócios sentados em uma mesa com laptops e olhando para um monitor

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário BRCO11 apurou em maio de 2026 um lucro de aproximadamente R$ 17,6 milhões, mantendo-se entre os principais veículos do segmento logístico na Bolsa brasileira. A estrutura do FII reúne 14 propriedades, que totalizam cerca de 591 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), com foco em ativos localizados próximos aos grandes centros consumidores.

A carteira do fundo registra uma receita anual contratada superior a R$ 217 milhões e apresenta forte exposição a empreendimentos urbanos. De acordo com a gestora, cerca de 71% da receita tem origem em ativos last mile, segmento considerado estratégico para operações de distribuição e logística voltadas aos grandes mercados.

Outro ponto de destaque é a localização. Aproximadamente 23% da ABL encontra-se em um raio de até 25 quilômetros da cidade de São Paulo, uma das regiões mais disputadas e valorizadas do mercado logístico brasileiro. Esse posicionamento amplia a capilaridade de atendimento e a proximidade com polos consumidores relevantes.

Os contratos de locação do portfólio possuem prazo médio remanescente de 4,7 anos. Além disso, 36% das receitas estão atreladas a contratos atípicos, o que contribui para maior previsibilidade do fluxo de caixa. No perfil de crédito, mais de 76% dos inquilinos têm classificação de grau de investimento, com ratings equivalentes entre AAA e AA. A vacância física consolidada do portfólio está em 7,4%.

BRCO11 registra lucro e mantém posição no segmento 

Em maio, a receita total do fundo atingiu R$ 22,3 milhões. Segundo a gestora, houve crescimento de aproximadamente R$ 600 mil na receita imobiliária frente ao mês anterior, movimento decorrente do reconhecimento integral dos aluguéis do imóvel Bresco Simões Filho. O desempenho reforçou a contribuição dos ativos logísticos com vocação para distribuição regional.

No lado das despesas, ganharam relevância os custos associados à vacância dos imóveis situados em Embu, Canoas e Resende. Também pesaram no mês o desembolso de IPTU do Bresco Viracopos e os encargos financeiros do financiamento utilizado na aquisição dos empreendimentos de Viracopos e Simões Filho. Esses itens influenciaram o resultado operacional do período.

A composição do portfólio, com ativos de padrão elevado e contratos de prazos mais longos, sustenta a geração de renda recorrente. A combinação entre estrutura contratual e qualidade de crédito dos locatários permanece como pilar para estabilidade dos fluxos do FII, mesmo diante de oscilações pontuais de vacância.

BRCO11: receita avança com Simões Filho

O fundo confirmou a distribuição de R$ 0,95 por cota a partir dos resultados do período. Considerando o preço de fechamento da cota em maio, o valor pago corresponde a um dividend yield anualizado de aproximadamente 9,6%. Segundo a gestora, a distribuição representou cerca de 97,1% do lucro caixa gerado no mês.

Ao término de maio, o FII registrou um lucro caixa acumulado não distribuído de aproximadamente R$ 35,7 milhões, equivalente a R$ 1,98 por cota. Esse montante confere flexibilidade adicional para eventuais oscilações de fluxo entre períodos, respeitando a política de repasses periódicos aos cotistas.

Com um portfólio concentrado em ativos logísticos de padrão elevado, contratos de longo prazo e base de locatários de alta qualidade de crédito, o fundo mantém a estratégia de aliar geração recorrente de renda e potencial de valorização patrimonial em um dos segmentos mais relevantes do mercado imobiliário brasileiro. A exposição urbana, o peso de empreendimentos last mile e a disciplina contratual seguem como vetores centrais da tese.

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