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Brava Energia (BRAV3) vira a página, troca o comando e reacende a tese no radar dos analistas

Brava (BRAV3) Foto: Divulgação BRAVA

Brava (BRAV3) Foto: Divulgação BRAVA

Brava Energia (BRAV3) decidiu mexer no topo da companhia e o mercado leu o movimento como mais do que uma simples dança das cadeiras. A petroleira anunciou mudanças simultâneas na presidência executiva e no comando do conselho, em um gesto que sinaliza ajuste fino de estratégia e tentativa de alinhar governança, operação e geração de valor ao acionista.

Richard Kovacs deixa a presidência do conselho para assumir o cargo de CEO a partir de 1º de fevereiro, substituindo Décio Oddone, que permanece até o fim de janeiro para garantir uma transição estruturada. Ao mesmo tempo, Alexandre Cruz, fundador e CEO da JiveMauá, passa a ocupar a cadeira de chairman. Para o Santander, a decisão ocorre em um momento-chave para a Brava Energia (BRAV3), que busca consolidar ganhos operacionais e avançar na disciplina financeira

Brava Energia (BRAV3) fecha um ciclo e reposiciona a estratégia

Na leitura dos analistas Yuri Pereira, Eduardo Muniz e Nicole Alonso, do Santander, a saída de Décio Oddone marca o encerramento de um ciclo relevante na história recente da companhia. Segundo o banco, o executivo deixa um legado operacional importante, especialmente nos campos de Atlanta e Papa-Terra, que passaram a operar com maior previsibilidade e consistência nos últimos trimestres. 

A promoção de Kovacs ao cargo de CEO reforça, na avaliação do Santander, a transição da empresa para uma estrutura mais claramente liderada por acionistas. O banco lembra que o bloco formado por Ebrasil, Jive e Queiroz Galvão concentra cerca de 21% do capital da companhia, fator que tende a reduzir riscos de desalinhamento entre gestão e controle. Nesse contexto, a Brava Energia (BRAV3) passa a ser vista como uma empresa mais focada em execução, geração de caixa e decisões estratégicas de longo prazo.

Santander vê BRAV3 mais disciplinada e com foco em retorno

Com a nova configuração de liderança, o Santander avalia que a companhia pode acelerar iniciativas de desalavancagem e fortalecer a geração de fluxo de caixa livre ao acionista. A leitura é que esse movimento ganha ainda mais relevância diante de um valuation considerado atrativo, com múltiplos projetados de EV/EBITDA em queda e espaço para captura de valor ao longo dos próximos anos.

Para o banco, a combinação entre ativos mais estáveis, governança ajustada e foco financeiro cria uma assimetria interessante na tese de investimento. “Nós vemos a mudança de liderança como um passo positivo do ponto de vista de alinhamento estratégico, reforçando a transição da companhia para uma estrutura mais claramente liderada por acionistas e abrindo espaço para maior foco em desalavancagem, geração de caixa e maximização dos retornos ao acionista”, afirmam os analistas do Santander sobre a Brava Energia (BRAV3)

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