A mediana do Boletim Focus para o IPCA de 2026 diminuiu de 5,33% para 5,30%. A estimativa está 0,80 ponto porcentual acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Considerando apenas as 45 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana diminuiu de 5,36% para 5,23%.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 oscilou de 4,17% para 4,18%. Um mês antes, era de 4,03%. Considerando apenas as 44 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, seguiu em 4,20%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 permaneceu em 3,70%. Um mês antes, era de 3,65%. Para 2029, seguiu em 3,50%, pela 44ª semana consecutiva.
A trajetória prevista pelo mercado segue acima da esperada pelo Banco Central. Conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, publicado no último dia 25, a autoridade monetária prevê alta de 5,2% do IPCA em 2026, 3,7% em 2027 e 3,1% em 2028 – última estimativa disponível.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
Projeções do Boletim Focus para Selic, PIB e câmbio
A projeção do Focus para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 14,00%. Há um mês, era de 13,50%. Considerando só as 33 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também permaneceu em 14,00%
A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 seguiu em 12,00%. Um mês atrás, era de 11,50%. Levando em conta apenas as 32 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,00%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu cortes de 0,25 ponto porcentual dos juros nas três primeiras reuniões de 2026, que levaram a Selic a 14,25% ao ano.
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,99%. Um mês antes, era de 1,91%. Considerando apenas as 25 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa seguiu em 2,00%.
O crescimento esperado pelo mercado segue próximo ao previsto pelo Banco Central, de 2,0%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.
A estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2027 oscilou de 1,68% para 1,69%. Levando em conta apenas as 24 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária passou de 1,60% para 1,71%.
Já a projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela terceira semana seguida. Um mês antes, era de R$ 5,15. Considerando apenas as 26 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária oscilou de R$ 5,23 para R$ 5,20.
A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 seguiu em R$ 5,28. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,20.
A projeção para o fim de 2028 continuou em R$ 5,35. Há um mês, era R$ 5,30. Já a estimativa para 2029 permaneceu em R$ 5,40. Há um mês, era de R$ 5,35.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com Estadão Conteúdo
