A Azul (AZUL53) pode estar cada vez mais perto do fim do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. A companhia aérea aprovou uma atualização no seu plano de negócios e comunicou nesta quarta-feira (21) uma nova oferta de ações.
A Azul anunciou que fará uma nova oferta pública de ações com o intuito de captar até US$ 950 milhões. As novas ações serão emitidas com desconto de 30% em relação ao valor da empresa definido no plano do Chapter 11, o que deve resultar em diluição adicional estimada em cerca de 80% da base acionária existente no momento da oferta.
“Conforme adicionalmente previsto no referido plano, as ações emitidas no âmbito da oferta pública – novos recursos serão emitidas a um preço que representa um desconto de 30% em relação ao valor da Companhia definido no Plano do Chapter 11, e tal emissão deverá resultar em diluição adicional aproximada de 80% da base acionária então existente”, destaca a Azul.
Azul (AZUL53) anuncia aporte adicional para saída do Chapter 11
Além da oferta, a companhia anunciou que determinados credores e stakeholders concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões, permitindo que a saída do Chapter 11 ocorra de forma antecipada. Com isso, o volume total de recursos a serem captados pela Azul sobe de US$ 850 milhões para US$ 950 milhões.
O montante inclui uma garantia firme de subscrição de US$ 650 milhões no contexto da oferta pública, além de US$ 200 milhões a serem investidos por investidores estratégicos. Segundo a empresa, a expectativa é deixar o processo de recuperação judicial já em fevereiro, com uma alavancagem líquida pro forma de cerca de 2,5 vezes.
No documento, a Azul afirma que o plano de negócios atualizado mantém a projeção de saída do Chapter 11 como uma companhia “significativamente mais saudável”, com menor endividamento total, redução de passivos de arrendamento e menor custo com leasing de aeronaves.
Vale lembrar que a Azul entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos em maio de 2025, em um movimento classificado como voluntário e já estruturado para ser concluído no início de 2026. Desde então, a companhia vem promovendo uma ampla reestruturação de sua estrutura de capital.
No fim de 2025, a empresa realizou um aumento de capital de R$ 7,44 bilhões, com a emissão de 723,86 bilhões de ações ordinárias e o mesmo volume de ações preferenciais, a preços extremamente reduzidos. A operação resultou em diluição estimada em cerca de 90% para os acionistas minoritários da Azul (AZUL53), ao transformar credores em sócios e reduzir o endividamento em dólar.
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