O fundo AZIN11, veículo de investimento em participações de infraestrutura, acumula rentabilidade total de 175% do CDI desde o início das operações, superando o benchmark também no retorno sobre o patrimônio líquido. A gestão reforça que o desempenho, consistente ao longo do tempo, reflete a disciplina na alocação e a seleção criteriosa de créditos com lastro em projetos de longo prazo.
Segundo o relatório, o fundo soma rendimento equivalente a 169% do CDI desde o lançamento no mercado, indicador que confirma a capacidade do produto em gerar valor acima da taxa referencial. Em abril, a carteira entregou 107% do CDI, mantendo a diretriz de concentração em crédito privado nos segmentos de infraestrutura, energia e concessões, com preferência por emissões incentivadas.
A estratégia se traduziu em novas alocações no período, somando aproximadamente R$ 44 milhões em dois investimentos estruturados em debêntures incentivadas. Essa abordagem visa equilibrar risco e retorno, aumentando a previsibilidade de fluxos de caixa e a resiliência do portfólio diante de cenários de mercado.
Investimentos reforçam presença em energia
Entre as novas posições, destaca-se a aquisição de cerca de R$ 29 milhões em debêntures da Rialma Energia SPE S.A., ligada ao grupo Rialma, com atuação nos setores de energia e agronegócio. Os recursos serão destinados ao financiamento de uma linha de transmissão de aproximadamente 1.600 quilômetros, conectando Bahia e Minas Gerais, ampliando a malha elétrica e a segurança do sistema.
Em paralelo, o fundo alocou cerca de R$ 15 milhões em debêntures da Reserva Novos Parques Urbanos S.A., concessionária responsável pelos parques Villa-Lobos e Água Branca, em São Paulo. Os valores financiarão investimentos previstos no contrato de concessão, fortalecendo a agenda de melhorias urbanas e de preservação de ativos públicos.
Dividendos e desempenho no secundário
O relatório mensal informa que houve regularidade operacional, sem ocorrências de crédito no período, e que o AZIN11 encerrou abril com aproximadamente 37% do patrimônio líquido em caixa. Esse colchão de liquidez sustenta futuras alocações e confere agilidade para capturar oportunidades.
No mercado, o AZIN11 fechou abril a R$ 101,87 por cota, alta de 1% no mês, com média diária negociada em torno de R$ 691 mil. O fundo anunciou R$ 1,40 por cota em rendimentos referentes a abril de 2026, pagos em 22 de maio, totalizando cerca de R$ 5,97 milhões distribuídos aos cotistas elegíveis.
