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    Renda Fixa em 2026: melhores investimentos e o que esperar do mercado

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    Entramos em 2026 com uma perspectiva ainda favorável para a renda fixa no Brasil. Embora o cenário global e doméstico apresente desafios, como a incerteza sobre o ritmo da queda de juros e os ruídos de um ano eleitoral, a classe de ativos segue como um pilar para a proteção de patrimônio e a busca por retornos atrativos.

    Nesse contexto, a renda fixa apresenta oportunidades interessantes. Vamos explorar as melhores opções de investimentos para este ano, considerando as novas estratégias e os tipos de títulos mais adequados para o momento.

    O Cenário da Renda Fixa para 2026

    <strong>O Cenário da Renda Fixa para 2026</strong>

    Após um longo período de juros em patamares elevados para controlar a inflação, o mercado entra em 2026 com um consenso: o Banco Central deve conduzir um ciclo de cortes na taxa Selic.

    Segundo Guilherme Almeida, especialista da Suno Research, o cenário continua atrativo.

    “A expectativa é de que a taxa Selic encerre o ano próxima de 12,5%. Do ponto de vista estrutural, trata-se de um patamar ainda bastante elevado, o que configura uma excelente oportunidade para investidores”.

    Mesmo com juros em trajetória de queda, a renda fixa segue desempenhando um papel central em portfólios diversificados. Além disso, o ambiente de ano eleitoral tende a elevar as incertezas, reforçando a importância da classe de ativos para preservar capital e reduzir o risco da carteira.

    Opções de investimento em renda fixa

    Opções de investimento em renda fixa

    Repleto de ativos, a renda fixa possui uma grande variedade de investimentos. Nesse sentido, conheça a seguir, cada um deles:

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    Tesouro IPCA+

    Tesouro IPCA+

    O Tesouro IPCA+ é uma ótima opção para investidores que buscam proteção contra a inflação e possuem um horizonte de investimento mais longo. Como ele paga uma taxa fixa mais a variação do IPCA, ele é ideal para preservar o poder de compra ao longo do tempo. Esse título é especialmente interessante para quem deseja guardar recursos para o longo prazo, como aposentadoria ou objetivos de longo prazo.

    Quando investir? Em cenários de incerteza inflacionária ou de médio a longo prazo, especialmente quando a inflação está em trajetória ascendente ou incerta.

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    Tesouro Selic

    Tesouro Selic

    O Tesouro Selic é o título com menor risco e com maior liquidez entre os títulos públicos. Desse modo, ele é ideal para quem deseja ter uma reserva de emergência ou busca uma alternativa segura com rendimentos atrelados à taxa Selic.

    Quando investir? Para reserva de emergência, investimentos de curto prazo e em cenários de alta de juros.

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    Tesouro Prefixado

    Tesouro Prefixado

    O Tesouro Prefixado é uma opção do Tesouro Direto, para investidores que acreditam em uma redução da taxa de juros ao longo do ano. Esse título oferece uma taxa fixa, garantida no momento da compra, proporcionando previsibilidade nos rendimentos.

    Quando investir? Quando há expectativa de queda na taxa de juros, para garantir uma taxa atrativa por um longo período.

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    Títulos Bancários

    Títulos Bancários

    Os títulos bancários são boas alternativas para diversificar dentro da renda fixa. Entre eles:

    • CDBs (Certificados de Depósito Bancário): pagam uma taxa fixa ou atrelada ao CDI, ou ao IPCA. O CDB também possui prazo de vencimento e taxas variadas. Bancos menores tendem a oferecer taxas mais atrativas, porém com maior risco.
    • LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio): são isentas de imposto de renda, o que as torna interessantes para quem busca rendimentos líquidos mais altos. Essas letras são atreladas a setores específicos (imobiliário e agronegócio) e contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), da mesma forma que os CDBs.

    Quando investir? Em cenários de juros altos ou para objetivos de médio prazo, aproveitando a garantia do FGC e as taxas atrativas. Cabe destacar que os títulos bancários se tornam interessantes desde que remunerem a uma taxa superior àquelas apresentadas, em mesmas características, pelos títulos públicos. Naturalmente, possuem mais risco, sendo o principal deles o risco de crédito.

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    Títulos Corporativos: Debêntures Incentivadas, CRIs e CRAs

    Títulos Corporativos: Debêntures Incentivadas, CRIs e CRAs

    Os títulos corporativos são uma forma de diversificação que conferem um maior risco. Porém com rendimentos potencialmente superiores. Entre eles:

    • Debêntures Incentivadas: destinadas ao financiamento de infraestrutura, são isentas de imposto de renda para pessoa física. Fato que eleva seu rendimento líquido.
    • CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio): são títulos lastreados em recebíveis de setores específicos, que também são isentos de imposto. Eles são recomendados para quem busca um retorno superior à média da renda fixa tradicional, mas aceitam os riscos associados a esses setores.

    Quando investir? Para investidores com perfil moderado a agressivo, que buscam rendimentos mais altos e têm um horizonte de médio a longo prazo. São títulos que possuem maior risco, especialmente de crédito (atrelado ao emissor) e de liquidez.

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    ETF de Renda Fixa

    ETF de Renda Fixa

    Os ETFs de Renda Fixa são fundos que têm o objetivo de acompanhar a rentabilidade de determinado indexador (índice de mercado) ou alguma estratégia de investimento predefinida. Assim, ao comprar ETFs, o investidor contará com uma diversificação ampla e com custos reduzidos.

    Com relação à sua tributação, não há incidência de IOF e come-cotas, como nos fundos de investimento tradicionais. As alíquotas aplicáveis ao imposto de renda (IR) variam conforme o prazo médio de repactuação (“PMR”) da carteira de ativos financeiros, que vai de 25% a 15%.

    Por seguirem a tendência de um índice específico – IMA-B, IRF-M etc. –, entendemos que tanto os ETFs de renda fixa nacionais quanto internacionais são veículos eficientes para os investidores.

    Quando investir? Para investidores que desejam diversificar, com baixa taxa de administração, e preferem uma abordagem de gestão passiva.

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    Fundos de Infraestrutura

    Fundos de Infraestrutura

    Fundos de infraestrutura são veículos que investem em debêntures incentivadas de projetos de longo prazo. Com isenção de imposto de renda e a possibilidade de obter retornos atrativos, eles são uma alternativa interessante para investidores que querem alinhar o investimento a um horizonte de longo prazo e apoiar o desenvolvimento de setores estratégicos para o país.

    Quando investir? Para investidores com horizonte de longo prazo, visando a aposentadoria ou construção de patrimônio, e que aceitam maior risco em troca de rendimentos periódicos. Sem falar que tal investimento oferece: isenção fiscal e boas perspectivas de retorno.

    Renda Fixa versus Renda Variável

    Renda Fixa versus Renda Variável

    Quando pensamos em investimentos, podemos dividir os ativos em dois grandes grupos: aqueles de renda fixa e os de renda variável.

    Desse modo, os produtos de renda fixa são aqueles que possuem previsibilidade quando tratamos dos rendimentos. Ou seja, o investidor, antes de adquirir o produto, saberá com antecedência, quanto receberá de rendimento.

    Já os investimentos de renda variável, não possuem tal previsibilidade. Dessa maneira, o investidor ao invés de ter lucros, pode acabar tendo prejuízos.

    Contudo, no longo prazo, os investimentos de renda variável tendem a oferecer mais ganhos do que perdas, proporcionando retornos bem mais vantajosos do que aqueles vistos na renda fixa.

    Ao avaliar os perfis dos investidores em comparação aos dois grandes grupos de investimentos, observamos que os investidores conservadores, acabam se identificando mais com os produtos de renda fixa.

    Enquanto os investidores arrojados, que toleram mais ricos, se identificam mais com os produtos de renda variável.

    E no meio deles, temos os investidores moderados, que costumam construir carteiras mais equilibradas, aceitando algum grau de risco e consequentemente, investindo na renda variável. Mas, em suas carteiras, tais investidores ainda contam com grande parte do patrimônio alocado em produtos de renda fixa. Assim, a volatilidade do mercado não gera grandes oscilações na performance da carteira.

    Qual é o melhor investimento para o seu perfil?

    Qual é o melhor investimento para o seu perfil?

    Com a mudança no ciclo de juros, a atratividade de cada tipo de título também muda. A escolha ideal dependerá dos seus objetivos e perfil de risco.

    1. Tesouro Direto: Qual Título Escolher?

    A resposta depende da sua estratégia.

    • Tesouro Selic (Pós-fixado): “Para quem busca formar uma reserva de emergência ou de oportunidades, ou ainda não sabe exatamente quando precisará dos recursos, o Tesouro Selic […] segue como a alternativa mais adequada”, explica Guilherme Almeida. Ele oferece segurança e liquidez, acompanhando a taxa básica de juros.
    • Tesouro IPCA+ (Inflação): Esta é a opção preferida dos especialistas para o cenário atual. “Mantemos uma visão mais construtiva para os títulos Tesouro IPCA+, especialmente aqueles com duration intermediária”, afirma Almeida. Eles protegem o poder de compra e oferecem potencial de ganho com a marcação a mercado em um cenário de queda de juros.
    • Tesouro Prefixado: Também pode se beneficiar da queda dos juros, mas, segundo o especialista, “as taxas já se mostram mais comprimidas, o que reduz parcialmente o potencial de valorização”. É uma opção para quem busca previsibilidade em um horizonte mais curto.

    2. Títulos Bancários (CDBs, LCIs e LCAs)

    Esses títulos continuam sendo boas alternativas para diversificação, especialmente para quem busca a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A regra é buscar taxas superiores às oferecidas pelos títulos públicos com características semelhantes, já que o risco de crédito, embora mitigado pelo FGC, é maior. A cautela deve ser redobrada em instituições financeiras de menor porte, que podem sofrer mais em ambientes de estresse.

    3. Crédito Privado (Debêntures, CRIs e CRAs)

    Esses ativos seguem atrativos, mas exigem um cuidado muito maior em 2026. O risco de crédito tende a aumentar, pois o efeito dos juros altos dos anos anteriores ainda será sentido na economia.

    “O cenário combina juros elevados ao longo de boa parte do ano, crescimento econômico moderado e maior incerteza política […]. Esse ambiente exige do investidor uma análise mais criteriosa, menos ancorada apenas no prêmio oferecido e mais concentrada na qualidade do crédito.” — Guilherme Almeida, Suno Research

    A recomendação é focar em emissores de alta qualidade (empresas consolidadas e com baixo endividamento) e ter cautela com papéis de rating mais baixo ou de setores mais cíclicos e alavancados.

    4. ETFs de Renda Fixa e Fundos de Infraestrutura

    Esses veículos de investimento devem ganhar ainda mais espaço em 2026.

    Fundos de Infraestrutura (FI-Infra): Ganham atratividade com a queda da Selic, pois são baseados em fluxos de caixa de longo prazo e mais estáveis. Além disso, o Brasil possui uma necessidade estrutural de investimentos no setor, garantindo um fluxo de projetos.

    ETFs de Renda Fixa: “Representam uma ‘evolução natural’ para quem percebeu que escolher debêntures ou CRIs individuais pode ser trabalhoso e arriscado demais”, aponta Almeida. Eles oferecem diversificação, baixo custo e liquidez, sendo uma forma eficiente de se expor aos juros.

    Conclusão

    Conclusão

    Ao considerar os melhores investimentos em renda fixa para 2026, é importante avaliar seus objetivos, horizonte de tempo e tolerância a riscos. Em um ano com perspectivas de queda gradual dos juros, mas ainda em patamares elevados, a renda fixa se consolida como uma classe de ativos indispensável.

    • Para segurança e liquidez (reserva de emergência): O Tesouro Selic continua imbatível.
    • Para proteção contra a inflação e ganhos de marcação a mercado: O Tesouro IPCA+ é a escolha estratégica.
    • Para diversificação com proteção: CDBs, LCIs e LCAs de bons emissores são boas opções.
    • Para buscar maiores retornos (com maior risco): Crédito privado de alta qualidade (debêntures, CRIs, CRAs) e Fundos de Infraestrutura podem compor uma parte da carteira.
    • Para diversificação prática e de baixo custo: Os ETFs de Renda Fixa são uma excelente ferramenta.

    Avaliar o cenário econômico e escolher as estratégias corretas fará toda a diferença nos seus resultados na renda fixa ao longo do ano.

    Perguntas frequentes sobre Renda Fixa
    Qual é a taxa de juros da Renda Fixa?

    A taxa de juros de um investimento em renda fixa depende do produto específico e das condições de mercado no momento da aplicação. Pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

    Qual é o investimento que rende mais?

    O investimento que mais rende varia conforme o perfil de risco, o prazo do investimento e as condições de mercado. Renda fixa tende a ser mais segura com retornos menores, enquanto renda variável tem potencial de maiores retornos com mais riscos.

    Como investir diretamente ou ter lucro mensal?

    Para investir diretamente em renda fixa, você pode comprar títulos por meio de uma corretora ou banco. O lucro mensal pode vir de investimentos com pagamentos periódicos de juros, como CDBs com pagamento de cupons mensais.

    Como ganhar dinheiro na renda fixa?

    Você ganha dinheiro em renda fixa através dos juros que são pagos pelo emissor do título. O retorno pode vir na forma de juros periódicos ou no vencimento do investimento.

    O que é renda fixa e como funciona?

    A renda fixa é um termo utilizado para qualificar os investimentos que possuem certo grau de previsibilidade em seus rendimentos. Portanto, quando investimentos em produtos de renda fixa, já sabemos qual será o retorno que tal produto irá nos oferecer. Por exemplo, um CDB que paga 100% do CDI, vai nos proporcionar ganhos equivalentes a 100% do CDI até o seu vencimento.

    A renda fixa é indicada para quais perfis de investidor?

    A renda fixa é indicada para todos os perfis, visto que todo investidor precisa de uma boa reserva de emergência. Mas sem dúvidas, os investidores de perfil conservador, são aqueles que mais se identificam com as qualidades dos produtos de renda fixa.

    Quais são os riscos de investir em renda fixa?

    Os riscos estão associados a uma eventual falência da instituição emissora dos títulos. A inadimplência relacionada aos pagamentos, também é um risco. Sendo que alguns títulos de renda fixa são precificados a mercado e, portanto, os preços dos títulos podem sofrer com a volatilidade. Assim, caso o investidor deseje negociar tais ativos, ele poderá ter perdas consideráveis (caso o mercado esteja desfavorável). Investimentos de renda fixa com vencimento muito longo, também proporcionam riscos ao investidor. Uma vez que ele terá que aguardar muito tempo para conseguir reaver o capital investido e em alguns casos, até os rendimentos gerados.

    Como a taxa de juros afeta o rendimento da renda fixa?

    No caso de títulos pós-fixados, a taxa de juro por vezes influencia diretamente os rendimentos. Já que a Selic e o CDI são impactados diretamente. Os demais investimentos prefixados, e atrelados ao IPCA, sofrem de forma indireta. Por exemplo, quando o juro sobe, tais ativos costumam se desvalorizar no mercado, visto que o juro começa a ficar maior. Agora, quando há o corte da Selic, tais investimentos se valorizam, uma vez que os rendimentos prefixados, se tornam mais vantajosos.

    Tiago Reis
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    1 comentário

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    • Nilton de Souza 25 de fevereiro de 2025
      Como vcs classificam o investimento previdência privada ?Responder