Investir em ações internacionais é uma das principais formas de garantir diversificação à carteira, no entanto, muitos investidores ainda não se sentem seguros para realizar esse movimento.
Investir no exterior é uma alternativa atraente pois oferece vantagens como a exposição a moedas fortes, a exploração de setores que não estão disponíveis no mercado local e um maior potencial de crescimento.
A seguir, tire suas dúvidas sobre a alocação internacional e confira algumas das melhores opções de ativos no exterior para investir em 2026.
No Brasil, o acesso a mercados internacionais tem se tornado cada vez mais fácil. As principais formas são:
- BDRs (Brazilian Depositary Receipts): Títulos negociados na B3 que representam ações de empresas estrangeiras. É uma forma prática, mas com um leque mais limitado de opções.
- Corretoras com acesso ao exterior: Plataformas como Avenue, XP e Nomad facilitam o investimento direto, com suporte em português e auxílio na declaração de impostos.
- Corretoras internacionais: Opções como Interactive Brokers, Charles Schwab e Fidelity oferecem acesso a um universo muito mais amplo de ativos e mercados, embora exijam mais atenção na parte fiscal.
Independentemente do método, é fundamental observar as obrigações fiscais, como a declaração anual de ativos no exterior e o pagamento de impostos sobre dividendos e ganhos de capital.
Para 2026, a mentalidade do investidor deve ser a de um “nômade”, buscando as melhores oportunidades onde quer que estejam. Segundo João Crapina, especialista da Suno Research, mesmo com o início do ciclo de cortes de juros nos EUA, o mercado internacional continua atrativo.
“Investir no exterior é, sim, uma estratégia interessante. Claro que não devemos fazer isso sem um propósito. Como o objetivo é buscar os melhores retornos, o investidor precisa agir como um nômade e ir onde estão as melhores oportunidades”, João Crapina, Suno Research.
As principais vantagens sobre investir no exterior em 2026 são:
- Universo de oportunidades: “O mercado internacional oferece um leque muito maior de opções. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem mais de 3 mil empresas listadas na bolsa, enquanto no Brasil esse número não chega a mil”, explica Crapina. Isso permite acesso a setores de alto crescimento, como tecnologia e IA.
- Exposição a moedas fortes: Investir fora do país permite acesso ao dólar e outras moedas fortes, o que é fundamental para proteger o poder de compra, já que muitos custos diários acompanham a cotação do dólar.
- Proximidade com as empresas: “É provável que um investidor entenda mais sobre a Nike e a Netflix, cujos produtos e serviços fazem parte do seu dia a dia, do que sobre uma companhia brasileira industrial como a Weg”, pontua o especialista.
Investir globalmente abre portas, mas também expõe o investidor a riscos como flutuações cambiais e instabilidade política em certos mercados. A tabela abaixo resume os principais pontos:
| Aspecto | Risco | Oportunidade |
|---|---|---|
| Flutuação Cambial | Volatilidade nas taxas de câmbio | Proteção contra a desvalorização da moeda local |
| Economias Emergentes | Instabilidade política e econômica | Crescimento acelerado e alto potencial de retorno |
| Regulamentações | Diferenças nas leis entre os países | Acesso a mercados menos saturados |
Para 2026, a equipe da Suno Internacional tem uma visão clara sobre onde as oportunidades podem estar.
Em termos de regiões, João Crapina afirma: “Nós, do time Suno Internacional, acreditamos que hoje essas oportunidades existem principalmente nos Estados Unidos e em países da América do Sul, como Argentina e Colômbia.”
Quanto aos setores, a preferência é por “empresas no setor de tecnologia, mídia e entretenimento, telecomunicações e commodities, como carvão e petróleo.”
Com base nessa análise, estas são algumas empresas com grande potencial para 2026:
Alphabet (GOOGL) e Amazon (AMZN)
Ambas são gigantes da tecnologia e continuam sendo vistas como investimentos promissores.
“Acreditamos que a Amazon e o Google têm vantagens competitivas muito fortes. Vemos ambas as empresas bem posicionadas para o futuro, especialmente em áreas como inteligência artificial e computação em nuvem.” — João Crapina, Suno Internacional
O domínio em seus respectivos mercados (busca e e-commerce/cloud), somado aos investimentos massivos em novas fronteiras tecnológicas, confere a elas um potencial de crescimento e resiliência difíceis de serem replicados.
Pampa Energía (PAM)
A Pampa Energía é a maior empresa independente de energia da Argentina e se destaca pela qualidade de sua gestão e ativos estratégicos, como a participação na reserva de Vaca Muerta.
“Avaliamos que, nos próximos anos, a companhia deve aproveitar os resultados de investimentos recentes, como a expansão de sua produção de gás natural e petróleo. Além disso, a Argentina passa por reformas que podem beneficiar os setores em que a empresa atua.” — João Crapina, Suno Internacional
A empresa representa uma tese de investimento que combina crescimento operacional com o potencial de se beneficiar de um ambiente macroeconômico mais favorável em seu país de origem.
Investir no exterior em 2026, com uma mentalidade de “nômade”, amplia as possibilidades de diversificação, proteção e acesso a empresas que podem oferecer retornos diferenciados.
A exposição a economias e moedas fortes, aliada à oportunidade de investir em gigantes globais ou em empresas bem posicionadas em mercados emergentes, permite a construção de uma estratégia mais resiliente e potencialmente mais lucrativa.
As ações internacionais mencionadas ilustram bem o potencial que os investimentos globais podem trazer. O investidor que busca uma carteira mais segura e com oportunidades variadas deve, portanto, considerar alocar parte de seus recursos no exterior, aproveitando as alternativas disponíveis para encontrar as melhores oportunidades, onde quer que elas estejam.
Quais as melhores ações internacionais?
As melhores ações internacionais frequentemente vêm de setores como tecnologia, saúde, consumo discricionário, energia e financeiro.
O que são ações internacionais?
Ações internacionais são aquelas emitidas por empresas fora do país de residência do investidor, permitindo a diversificação geográfica do portfólio.
Como investir nos EUA?
Para investir nos EUA, abra uma conta em uma corretora que opere no mercado americano, transfira fundos e comece a negociar ações listadas nas bolsas dos EUA.
Quais ações estrangeiras pagam dividendos?
Empresas como a Royal Dutch Shell (setor de energia), GlaxoSmithKline (setor farmacêutico) e Unilever (bens de consumo) são conhecidas por pagar dividendos, entre muitas outras.
Por que investir em ações internacionais?
Investir em ações no exterior pode oferecer diversificação, exposição a moedas fortes, além de garantir acesso a empresas que não existem no mercado local. Inclusive, empresas com maior potencial de crescimento.
Como posso investir em ações globais a partir do Brasil?
É possível investir no mercado estrangeiro por meio das BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são títulos negociados na B3 e representam ações de empresas estrangeiras. Outra opção é abrir uma conta em uma corretora de investimento no exterior, como a Avenue ou a Nomad.
Qual é o impacto do câmbio sobre os investimentos internacionais?
O câmbio afeta os investimentos internacionais por meio da variação das taxas de câmbio, que pode alterar o valor dos ativos em moeda estrangeira e, consequentemente, o retorno em moeda local. Essa oscilação cria o risco cambial, expondo os investidores a possíveis perdas. No entanto, investir em moedas fortes pode oferecer proteção contra a inflação.
Ações estrangeiras pagam dividendos?
Assim como as empresas brasileiras, as empresas estrangeiras também pagam dividendos aos seus acionistas. Mas, ao contrário do Brasil, onde os dividendos são isentos, no exterior há impostos retidos na fonte. Por essa razão, muitas empresas estrangeiras preferem recomprar suas próprias ações no mercado. Pois isso gera um imposto mínimo ou até mesmo nenhum, sendo uma maneira mais eficiente do ponto de vista fiscal de devolver capital aos acionistas.
Como funciona a tributação de ações internacionais para brasileiros?
A tributação de ações internacionais para brasileiros exige cuidado com as obrigações fiscais. Todo ano, é necessário declarar à Receita Federal a posse de ativos no exterior. Além disso, os dividendos recebidos estão sujeitos a uma alíquota de 15%. Adicionalmente, quando se vende um ativo fora do Brasil, aplica-se um imposto de 15% sobre o ganho de capital, porém, prejuízos obtidos em vendas podem ser utilizados para compensar impostos em futuras transações lucrativas.