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Radar do Mercado: Natura (NATU3) conclui aquisição da The Body Shop

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Natura disse que adquiriu a totalidade das ações emitidas pela The Body Shop, anteriormente detidas pela L’Oréal.

“Todas as condições precedentes para o fechamento da operação foram cumpridas, incluindo as aprovações pelas autoridades de defesa da concorrência no Brasil e nos Estados Unidos da América”, disse a empresa de cosméticos brasileira no comunicado.

Companhia registrou ainda que efetuará uma teleconferência, que será conduzida em inglês, com tradução simultânea para o português, no próximo dia 11, segunda-feira, às 10:00 horário de Brasília, para anunciar oficialmente a conclusão da aquisição.

 

A Natura é uma empresa brasileira que se destaca no mercado brasileiro de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal.

Com forte atuação no seu país de origem, a empresa atua também na Argentina, Chile, Peru, Colômbia, México e França, onde conta, no total de suas operações, com mais de 1,7 milhão de consultoras que compram e revendem seus produtos por meio de venda direta.

No segundo trimestre do ano, a companhia apresentou uma receita bruta consolidada de R$ 2,8 bilhões (-0,5% frente ao 2T16), ao passo que seu EBITDA consolidado foi de R$ 298,6 milhões (-13,4% vs. 2T16) e o lucro líquido, de R$ 163,5 milhões (+79,8% vs. 2T16), registrando um aumento de R$ 72,6 milhões em comparação com o mesmo período do ano passado.

Com isso, a geração de caixa livre foi de R$ 225,5 milhões, contra R$ 96,3 milhões no 2T16, o que consideramos ser um valor bastante representativo quando comparado ao seu Ebitda consolidado.

Apesar dos resultados aparentemente satisfatórios da companhia no último trimestre, entendemos que a empresa se deteriorou muito e no momento não enxergamos forças para que a empresa consiga mudar esse quadro.

Prova disso vem sendo a queda significativa nos últimos anos do seu ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) que, num passado recente, a companhia carregava o status de ser uma das campeãs desse indicador (rentabilidade) na bolsa brasileira.

Fonte: Economática / Suno Research

 

Acreditamos ainda que a empresa precisa passar por um ágil e eficiente turn around, modificando seu foco de vendas para as lojas físicas que, ao nossos entender, apresentam uma eficiência maior quando comparada com o atual modelo de vendas porta a porta que a empresa mantém.

Com relação à notícia do fechamento da aquisição da The Body Shop, entendemos que a Natura pagou bem caro – cerca de 1 bilhão de euros – e o consequente endividamento proveniente da aquisição pode, de fato, comprometer os seus próximos resultados.

Por todos esses motivos, além do preço esticado no papel – NATU3 a R$ 30,39 – preferimos esperar de fora, e tentar entender quais serão os próximos passos da companhia no processos de retomada de bons resultados a altas rentabilidades que demonstrava num passado não muito distante.

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