O mercado atual oferece uma série de oportunidades, tendo em vista o alto número de empresas com fundamentos sólidos e valor descontado. Contudo, pode não ser fácil escolher os melhores investimentos para a sua carteira, e é por isso que nós criamos esse guia.
Investir em 2026 exige disciplina, paciência e um olhar profundo sobre o valor das empresas, independentemente das flutuações de curto prazo. Companhias sólidas, com histórico de crescimento e forte gestão, frequentemente sofrem com movimentos de mercado irracionais que nada têm a ver com sua saúde financeira ou perspectiva de longo prazo.
Ao entender essa dinâmica, os investidores podem identificar e capturar essas discrepâncias entre preço e valor. Construindo um portfólio que, no longo prazo, tende a refletir um potencial de valorização muito superior.
Neste contexto, exploraremos oportunidades que consideramos promissoras. Para aqueles que buscam crescer e se aperfeiçoar como investidores, o mercado oferece essas chances únicas de aplicar os princípios do “value investing” de forma eficaz.
O ano de 2026 está no radar dos investidores de FIIs principalmente pela expectativa em torno da política de juros. Uma eventual queda da Taxa Selic é vista como um gatilho importante para a valorização das cotas.
Segundo especialistas da Suno Research, se a tendência de queda de juros se confirmar e os vértices de juros futuros também caírem, a performance dos FIIs em 2026 pode ser favorecida.
Os Fundos de Tijolo, que investem em imóveis físicos, são os que mais podem se beneficiar de um cenário de queda de juros.
Historicamente, FIIs de Tijolo tendem a capturar melhor a apreciação quando da queda de juros.
Isso acontece porque a queda dos juros não só valoriza o preço das cotas, mas também tende a aquecer a economia, o que pode levar a uma redução da vacância e a um aumento no valor dos aluguéis.
Os especialistas da Suno Research se mostram otimistas com shoppings e varejo (renda urbana).
Eles alertam, no entanto, que a atratividade baseada apenas em indicadores pode ser uma armadilha se não forem avaliados os fundamentos de cada fundo.
Apesar do favoritismo dos fundos de tijolo em um ciclo de baixa de juros, os Fundos de Papel (que investem em CRIs) ainda têm seu lugar.
A Suno Research vê desconto em alguns FIIs de CRIs diante de uma inflação mais controlada, assim como uma pressão na cota-patrimonial face a marcação a mercado pela abertura de curva de juros.
Isso significa que, para o investidor que faz a “lição de casa”, ainda existem oportunidades de encontrar fundos de papel sendo negociados abaixo do seu valor justo, o que pode garantir bons rendimentos.
A sustentabilidade dos dividendos, especialmente nos fundos de papel, é uma preocupação comum. Os especialistas da Suno Research tranquilizam, afirmando que, para a maioria dos fundos, os rendimentos são sustentáveis e podem até crescer.
Em vez de uma lista fixa de FIIs para 2026, os especialistas da Suno Research sugerem uma abordagem mais dinâmica para este ano.
Eles destacam que o mercado está vivendo um momento de consolidação, compras por mecanismo de troca de cotas e reciclagem de carteira.
Por isso, a recomendação é ficar próximo dos fundos que estão demonstrando capacidade de crescer e se adaptar.
Isso reforça a necessidade de acompanhar de perto a gestão e a estratégia dos fundos, priorizando aqueles que mostram capacidade de gerar valor de forma consistente.
Entramos em 2026 com uma perspectiva ainda favorável para a renda fixa no Brasil. Embora o cenário global e doméstico apresente desafios, como a incerteza sobre o ritmo da queda de juros e os ruídos de um ano eleitoral, a classe de ativos segue como um pilar para a proteção de patrimônio e a busca por retornos atrativos.
Tesouro IPCA+
Esta é a opção preferida dos especialistas para o cenário atual. “Mantemos uma visão mais construtiva para os títulos Tesouro IPCA+, especialmente aqueles com duration intermediária”, afirma Guilherme Almeida, da Suno Research. Eles protegem o poder de compra e oferecem potencial de ganho com a marcação a mercado em um cenário de queda de juros.
Tesouro Selic
“Para quem busca formar uma reserva de emergência ou de oportunidades, ou ainda não sabe exatamente quando precisará dos recursos, o Tesouro Selic […] segue como a alternativa mais adequada”, explica Guilherme Almeida. Ele oferece segurança e liquidez, acompanhando a taxa básica de juros.
Tesouro Prefixado
Também pode se beneficiar da queda dos juros, mas, segundo o especialista, “as taxas já se mostram mais comprimidas, o que reduz parcialmente o potencial de valorização”. É uma opção para quem busca previsibilidade em um horizonte mais curto.
Títulos bancários, como CDBs, LCIs e LCAs
Esses títulos continuam sendo boas alternativas para diversificação, especialmente para quem busca a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A regra é buscar taxas superiores às oferecidas pelos títulos públicos com características semelhantes, já que o risco de crédito, embora mitigado pelo FGC, é maior. A cautela deve ser redobrada em instituições financeiras de menor porte, que podem sofrer mais em ambientes de estresse.
Títulos corporativos, como as debêntures incentivadas e os CRIs/CRAs
Esses ativos seguem atrativos, mas exigem um cuidado muito maior em 2026. O risco de crédito tende a aumentar, pois o efeito dos juros altos dos anos anteriores ainda será sentido na economia.
“O cenário combina juros elevados ao longo de boa parte do ano, crescimento econômico moderado e maior incerteza política […]. Esse ambiente exige do investidor uma análise mais criteriosa, menos ancorada apenas no prêmio oferecido e mais concentrada na qualidade do crédito.” — Guilherme Almeida, Suno Research
A recomendação é focar em emissores de alta qualidade (empresas consolidadas e com baixo endividamento) e ter cautela com papéis de rating mais baixo ou de setores mais cíclicos e alavancados.
ETFs de Renda Fixa
“Representam uma ‘evolução natural’ para quem percebeu que escolher debêntures ou CRIs individuais pode ser trabalhoso e arriscado demais”, aponta Almeida. Eles oferecem diversificação, baixo custo e liquidez, sendo uma forma eficiente de se expor aos juros.
Fundos de Infraestrutura
Ganham atratividade com a queda da Selic, pois são baseados em fluxos de caixa de longo prazo e mais estáveis. Além disso, o Brasil possui uma necessidade estrutural de investimentos no setor, garantindo um fluxo de projetos.
Dessa forma, ao considerar os melhores investimentos em renda fixa para 2026, é importante avaliar seus objetivos financeiros, horizonte de tempo e nível de tolerância a riscos.
O mercado de ações em 2026 está sendo influenciado por uma série de fatores macroeconômicos. Segundo análises da Suno Research, este ano tende a se configurar como um período de passagem ou de amadurecimento do ciclo de investimentos, a depender do segmento e do perfil das companhias.
O cenário é promissor, e algumas empresas se destacam por terem fundamentos sólidos e estarem posicionadas em setores estratégicos. Algumas delas são:
Investir em ações brasileiras atualmente pode ser uma estratégia interessante devido ao potencial de valorização. Diferente do que alguns investidores imaginam, as ações podem oferecer oportunidades de ganho muito superiores à renda fixa no longo prazo.
Vamos (VAMO3)
Inserida no grupo de empresas ligadas à economia doméstica, a Vamos tende a se beneficiar de um cenário de juros em queda, que favorece a demanda por crédito e investimentos em renovação de frota.
Atuando no segmento de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, a companhia possui um modelo de negócios baseado em contratos de longo prazo e receitas recorrentes, o que contribui para maior previsibilidade de resultados.
Simpar (SIMH3)
A Simpar aparece como uma opção sólida dentro do mesmo contexto de retomada da economia doméstica, apoiada por seu portfólio diversificado de negócios, que inclui logística, mobilidade e locação de ativos.
Com exposição direta a setores sensíveis ao ciclo econômico, a companhia tende a capturar ganhos em um ambiente de juros mais baixos, que estimula o consumo e o investimento.
Multilaser (MLAS3)
No setor de bens de consumo, a Multilaser pode ser favorecida pela melhora gradual das condições de crédito e pelo aumento do poder de compra das famílias.
A empresa atua com um portfólio amplo de produtos eletrônicos e de utilidades, com foco no mercado interno, o que a torna sensível aos movimentos da economia doméstica.
Em um cenário de juros em queda, a expectativa é de recuperação da demanda, especialmente em categorias mais dependentes de parcelamento, o que pode contribuir para a retomada de volumes e margens ao longo de 2026.
Banco do Brasil (BBAS3)
Líder no crédito rural, a instituição possui forte exposição ao agronegócio e ampla capilaridade no financiamento da produção agrícola.
Caso o ciclo de preços se torne mais favorável, o banco tende a registrar melhora na qualidade da carteira, aumento da demanda por crédito e fortalecimento dos resultados.
Além disso, a combinação entre solidez operacional e distribuição de dividendos reforça seu apelo para investidores em 2026.
Boa Safra (SOJA3)
A Boa Safra surge como uma alternativa direta para quem busca exposição ao setor agrícola, especialmente em um cenário de recuperação dos preços das commodities.
Especializada na produção e comercialização de sementes de soja, a companhia se beneficia do aumento da rentabilidade do produtor rural, que tende a investir mais em tecnologia e produtividade quando os preços estão em patamares mais elevados.
Para 2026, a mentalidade do investidor deve ser a de um “nômade”, buscando as melhores oportunidades onde quer que estejam. Segundo João Crapina, especialista da Suno Research, mesmo com o início do ciclo de cortes de juros nos EUA, o mercado internacional continua atrativo.
“Investir no exterior é, sim, uma estratégia interessante. Claro que não devemos fazer isso sem um propósito. Como o objetivo é buscar os melhores retornos, o investidor precisa agir como um nômade e ir onde estão as melhores oportunidades”, João Crapina, Suno Research.
Para 2026, a equipe da Suno Internacional tem uma visão clara sobre onde as oportunidades podem estar.
Em termos de regiões, João Crapina afirma: “Nós, do time Suno Internacional, acreditamos que hoje essas oportunidades existem principalmente nos Estados Unidos e em países da América do Sul, como Argentina e Colômbia.”
Quanto aos setores, a preferência é por “empresas no setor de tecnologia, mídia e entretenimento, telecomunicações e commodities, como carvão e petróleo.”
Com base nessa análise, estas são algumas empresas com grande potencial para 2026:
Alphabet (GOOGL) e Amazon (AMZN)
Ambas são gigantes da tecnologia e continuam sendo vistas como investimentos promissores.
“Acreditamos que a Amazon e o Google têm vantagens competitivas muito fortes. Vemos ambas as empresas bem posicionadas para o futuro, especialmente em áreas como inteligência artificial e computação em nuvem.” — João Crapina, Suno Internacional
O domínio em seus respectivos mercados (busca e e-commerce/cloud), somado aos investimentos massivos em novas fronteiras tecnológicas, confere a elas um potencial de crescimento e resiliência difíceis de serem replicados.
Pampa Energía (PAM)
A Pampa Energía é a maior empresa independente de energia da Argentina e se destaca pela qualidade de sua gestão e ativos estratégicos, como a participação na reserva de Vaca Muerta.
“Avaliamos que, nos próximos anos, a companhia deve aproveitar os resultados de investimentos recentes, como a expansão de sua produção de gás natural e petróleo. Além disso, a Argentina passa por reformas que podem beneficiar os setores em que a empresa atua.” — João Crapina, Suno Internacional
A empresa representa uma tese de investimento que combina crescimento operacional com o potencial de se beneficiar de um ambiente macroeconômico mais favorável em seu país de origem.
O Brasil viveu um período de volatilidade nos preços nos últimos anos. Após um cenário desafiador entre 2020 e 2022, com a inflação superando os 12%, o ano de 2023 trouxe uma acomodação importante.
Contudo, a partir do segundo semestre de 2024, a inflação voltou a acelerar, pressionada por fatores como o crescimento econômico aquecido, a desvalorização cambial e questões climáticas.
Esse cenário levou o Banco Central a retomar o ciclo de alta de juros, fazendo com que o IPCA encerrasse 2024 em 4,8%, acima do teto da meta. O ano de 2025, por sua vez, foi marcado por um processo de desinflação, embora ainda com o índice em patamares elevados, em 4,26% A persistência inflacionária, especialmente no setor de serviços, e a desancoragem das expectativas mantiveram a autoridade monetária em estado de alerta.
Para 2026, as expectativas apontam para uma continuidade do alívio nos preços, mas o cenário ainda exige cautela. Segundo especialistas da Suno Research, a projeção é de um IPCA de 4,1% para o ano, indicando uma trajetória mais benigna, mas ainda acima do centro da meta.
“A nossa leitura é de continuidade do processo de desinflação iniciado em 2025, mas com a inflação ainda acima do centro da meta. No cenário-base, projetamos IPCA de 4,1% em 2026, com trajetória mais benigna ao longo do ano graças à moderação da atividade, melhora gradual das expectativas e alívio de pressões em bens e alimentos”, diz a casa.
Essa melhora esperada é sustentada por alguns fatores-chave:
- Moderação da Atividade Econômica: Uma atividade mais contida, com o hiato do produto em território negativo, deve reduzir a pressão de demanda sobre os preços.
- Alívio em Bens e Alimentos: Espera-se que os preços de bens industriais e alimentos contribuam para a desinflação, apoiados por custos de produção mais comportados e uma oferta agrícola mais favorável.
- Estabilidade Cambial: Um ambiente externo com o dólar mais fraco e um diferencial de juros ainda elevado no primeiro semestre devem contribuir para um câmbio mais estável, reduzindo a pressão sobre os preços de importados.
Para 2026, a alocação em títulos Tesouro IPCA+ (NTN-Bs) segue como a recomendação principal. Esses ativos oferecem uma rentabilidade composta por uma taxa de juros real mais a variação da inflação, garantindo a preservação do poder de compra.
Segundo a Suno Research, “a preferência é pela alocação em IPCA+. Estes ativos seguem como um pilar essencial na preservação do poder de compra das carteiras, especialmente em um ambiente que se torna mais incerto com a aproximação do ano eleitoral”.
Mesmo com a queda recente, as NTN-Bs continuam oferecendo juros reais elevados, entre 7% e 8% ao ano, o que reforça o valor estratégico dessa classe de ativos.
Outras opções incluem:
- Fundos Imobiliários (FIIs): Muitos FIIs possuem contratos de aluguel reajustados por índices de inflação, repassando essa correção para os dividendos.
- Ações de Setores Resilientes: Empresas com poder de repasse de custos, como as do setor elétrico (cujos contratos são corrigidos pela inflação) e líderes de mercado, tendem a se sair bem em cenários inflacionários.
O verdadeiro sucesso em investir não reside em prever movimentos de curto prazo, mas em compreender os fundamentos que impulsionam o valor das empresas ao longo do tempo.
Dessa maneira, o mercado continua oferecendo chances únicas para aqueles dispostos a olhar além do ruído e focar no que realmente importa: os fundamentos.
Nesse sentido, acreditamos que o caminho para retornos consistentes e significativos passa pela identificação de discrepâncias entre preço e valor. Assim, o investidor pode aproveitar as flutuações de mercado para realizar suas “compras”.
Ao manter o foco em fundamentos sólidos, disciplina e uma visão de longo prazo, os investidores podem construir portfólios resilientes e alinhados aos princípios do “value investing”.
As oportunidades apresentadas para 2026 não são apenas apostas baseadas em tendências passageiras, mas uma seleção criteriosa de investimentos, negociados por preços abaixo do seu valor intrínseco, com potencial de entregar valor sustentável no longo prazo.
Portanto, ao identificar organizações subavaliadas com fundamentos sólidos, liderança forte e perspectivas claras de crescimento, buscamos oferecer um mapa que auxilia o investidor a navegar pelos desafios e incertezas do mercado.
Além disso, as oportunidades discutidas neste texto representam mais do que possíveis ganhos financeiros: elas são um convite à evolução contínua como investidor e ao aprofundamento na arte de encontrar valor onde o mercado, por vezes, falha em enxergar.
E então, conseguiu entender melhor o contexto para os melhores investimentos para 2026? Deixe abaixo suas dúvidas e comentários sobre esse assunto.
Quais são os melhores investimentos para 2026?
A projeção é de que a taxa Selic inicie um movimento de redução ao longo do ano, o que diminui a atratividade dos ativos de renda fixa. Em contrapartida, um ambiente de juros mais baixos costuma impulsionar o consumo e ampliar a oferta de crédito, beneficiando setores ligados à economia real. Diante desse contexto, este ano deve ser interpretado como uma fase de transição entre ciclos, com boas oportunidades para investidores que acompanhem tendências estruturais e adotem uma estratégia equilibrada, com foco no longo prazo.
Como diversificar minha carteira para 2026?
Independente do cenário econômico de 2026, o investidor que pretende construir uma carteira de investimento precisa se ater ao seu perfil de investidor. Nesse sentido, é importante saber se o investidor é de perfil moderado, conservador ou arrojado.
Assim, com base nessa informação, o investidor estará mais preparado para construir sua carteira. Por exemplo, se o investidor for de perfil conservador, ele dará preferência aos produtos de renda fixa com alta liquidez.
Já investidores moderados, vão pulverizar mais seus investimentos, incluindo em suas carteiras, produtos como fundos de investimentos e até ETFs. Já aqueles designados como arrojados, vão trabalhar com uma diversidade maior de investimento, chegando até as ações, derivativos e demais produtos disponíveis.