O fundo imobiliário ZAGH11 distribuiu R$ 0,059 por cota com base nos resultados de janeiro de 2026, conforme relatório gerencial da administração. O resultado líquido do mês somou R$ 387,4 mil, refletindo um período de ajustes de carteira e efeitos pontuais de despesas extraordinárias. Tomando o preço de R$ 9,97 por cota em 6 de fevereiro, o dividend yield mensal foi de 0,59%, o que, anualizado, corresponde a aproximadamente 7,18%.
A gestão informou que, em janeiro, alocou cerca de R$ 298 mil na SPE Colégio Ética, direcionando os recursos à amortização e aos juros do CRI do desenvolvimento. Em paralelo, houve a venda de cerca de R$ 582 mil em cotas de outros FIIs no mercado secundário, como parte da estratégia de reciclagem de portfólio. Essa estratégia de portfólio resultou em prejuízo no período, segundo o relatório, impactando temporariamente o fluxo de rendimentos.
Desde o início, o ZAGH11 acumula rentabilidade total de 25,64%, abaixo dos 28,48% do IFIX no mesmo intervalo. Em métricas adicionais, a rentabilidade líquida acumulada equivale a 63,70% do CDI líquido e 158,14% do IPCA, sinalizando desempenho superior à inflação, mas aquém do principal índice de referência do segmento. A rentabilidade acumulada reflete decisões de alocação e o efeito das movimentações recentes.
O documento aponta ainda redução no fluxo de rendimentos de FIIs, explicada pelo desinvestimento em determinados ativos e por gastos não recorrentes associados à troca de administrador. Tais fatores devem ter caráter transitório, a depender do ritmo de realocação e da normalização de despesas.
Para março, o fundo comunicou distribuição de R$ 0,045 por cota, com base nos resultados mais recentes. Terão direito aos proventos os investidores posicionados até 6 de março de 2026, com pagamento previsto para 19 de março de 2026. Considerando o preço de fechamento de fevereiro, de R$ 9,68 por cota, o yield mensal projetado é de aproximadamente 0,46%.
Apesar do ajuste recente, o fundo imobiliário mantém foco em reciclagem e otimização de carteira, buscando equilíbrio entre geração de renda e preservação de capital. A administração reiterou que a realocação visa aprimorar o perfil de risco e retorno do portfólio ao longo do tempo, o que pode reduzir a volatilidade dos resultados futuros e sustentar a distribuição de rendimentos.
