O XPML11 reportou resultado líquido de R$ 29,473 milhões em março, sustentado por receitas de R$ 42,119 milhões e despesas operacionais de R$ 12,645 milhões. Em abril, o fundo distribuiu R$ 0,92 por cota, com pagamento em 24/04/2026 aos investidores posicionados até 16/04. As negociações no mês somaram cerca de R$ 281 milhões, com aproximadamente 2,5 milhões de operações no mercado secundário.
A liquidez média diária atingiu R$ 14 milhões, queda de 23,6% frente ao mês anterior. As cotas encerraram abril de 2026 a R$ 111,26, refletindo dinâmica de mercado seletiva e maior aversão a risco em parte dos investidores. Mesmo com menor giro, o XPML11 manteve distribuição consistente, ancorada em geração operacional de caixa.
Dados operacionais de fevereiro mostram avanço relevante
As vendas por metro quadrado chegaram a R$ 1.620/m², alta de 11,9% sobre 2025. O NOI Caixa por metro quadrado alcançou R$ 130/m², crescendo 10,5% na base anual. Os indicadores Same Store Sales e Same Store Rent avançaram 4,5% e 5,3%, respectivamente, reforçando tração de vendas e aluguéis nas mesmas lojas.
A estrutura formada pelo FII XPML11, Omni Malls e Neomall — integralmente detidas pelo fundo — encerrou fevereiro com resultado acumulado não distribuído de cerca de R$ 2,99 por cota, já considerando a base após a 14ª emissão. Desde dezembro de 2017, o retorno total acumulado é de 111,56%, superando o IFIX (76,51%) e o CDI (82,01%).
Desempenho e portfólio do XPML11
Em abril de 2026, a valorização acumulada foi de 2,83%. No ano, o fundo avançou 5,67%, enquanto em 12 meses o retorno total atingiu 15,51%. Esses números indicam resiliência do portfólio e disciplina na execução da estratégia.
Com patrimônio de R$ 7,823 bilhões, o fundo imobiliário XPML11 mantém foco em shopping centers. Imóveis próprios representam 93,7% da carteira (R$ 7,293 bilhões), enquanto caixa (3,4%), CRIs conversíveis (1,7%) e FIIs (1,2%) completam a alocação. A ABL somava 1.039.687 m² no fim de março, com vacância média de 3,7% e inadimplência líquida de 1,7%.
O NOI Caixa mensal alcançou R$ 34 milhões e as vendas totais dos empreendimentos somaram R$ 1,556 bilhão. O custo médio de ocupação ficou em 12,2%, com descontos médios de 3,1% no período, níveis considerados controlados pela gestão do XPML11.
