O fundo imobiliário XPLG11 manterá a distribuição de rendimentos em R$ 0,82 por cota, valor que vem sendo praticado desde fevereiro de 2025. A manutenção do patamar ocorre em linha com o histórico recente de pagamentos do fundo.
Para ter direito ao repasse, o investidor precisa estar posicionado até o encerramento do pregão de 31 de julho, data-base definida para a distribuição. O crédito na conta dos dividendos do XPLG11 está programado para 14 de agosto de 2026, conforme cronograma divulgado.
Considerando a cotação de fechamento de julho, de R$ 92,50, o rendimento anunciado corresponde a um Dividend Yield mensal de 0,89%. Para a pessoa física enquadrada na legislação vigente, os rendimentos do XPLG11 são isentos de Imposto de Renda, tal como ocorre na maioria dos fundos imobiliários no país.
XPLG11 mantém calendário de pagamentos e indicadores
O fundo encerrou junho com patrimônio líquido de R$ 5.397.457.621 e uma base de 347.326 cotistas. Esses números consolidam a escala da carteira e sustentam a política de distribuição adotada ao longo do semestre.
O NE Logistic FII, veículo integralmente detido pelo fundo, possui resultado base caixa acumulado e não distribuído de R$ 0,81 por cota. Esse montante será incorporado às distribuições futuras para uniformizar os rendimentos conforme o fluxo de caixa semestral, segundo o relatório do fundo.
Em junho, a inadimplência somou 1,0% da receita de locação mensal, atrelada a seis locatários. A administração relata que as tratativas para regularização seguem em andamento, com acompanhamento dos casos para mitigar eventuais impactos no caixa.
Movimentações de locatários no XPLG11
O mês de junho registrou diversas movimentações comerciais, com maior concentração no Syslog Galeão. Uma locatária ampliou sua área em 1.894 metros quadrados, com contrato válido até maio de 2031, reforçando a ocupação do ativo no longo prazo.
Ainda no mesmo empreendimento, a Premier Pet renovou a locação de 6.087 metros quadrados, com vigência estendida até abril de 2029. A Tac Franquia também renovou, garantindo 1.930 metros quadrados até dezembro de 2031, o que contribui para estabilidade do portfólio.
Na direção oposta, ocorreu a saída definitiva da Memodoc, que ocupava 3.886 metros quadrados no HGLG WL. Nesse empreendimento, o fundo detém 49% de participação, e a vacância decorrente da desocupação passa a ser monitorada para eventual recomposição.
A carteira do XPLG11 permanece majoritariamente alocada em imóveis (95%), com posições complementares em aplicações financeiras (3%) e cotas de FII (2%). Os contratos de locação se dividem entre típicos (57%) e atípicos (43%), com predominância de correção pelo IPCA (93%); os 7% restantes são indexados ao IGP-M.
Na composição de receitas por locatário, o Mercado Livre concentra 23% da receita imobiliária, seguido por Leroy (8%), Renner (6%), SB (5%), Mobly (4%), Via Varejo (4%) e FedEx (3%). Os demais inquilinos, somados, respondem por 44% da receita total.
Por setor econômico, o comércio varejista lidera com 56% da receita, à frente de logística (12%) e material de construção (8%). Essa diversificação por atividade contribui para diluição de riscos específicos de segmentos, mantendo foco em contratos com correção inflacionária.
No cronograma de vencimentos, 20% dos contratos se encerram em 2026 e 60% a partir de 2029, o que estende a visibilidade da carteira no horizonte mais longo. As revisões contratuais estão distribuídas entre 27% em 2026, 11% em 2027 e 13% em 2028, calendário que ajuda a dimensionar o fluxo de reajustes do XPLG11 ao longo dos próximos anos.
