A administradora do XPIN11 convocou assembleia geral para votar uma reestruturação que pode encerrar o fundo e migrar seus ativos para veículos com maior escala. A operação, estimada em cerca de R$ 600 milhões, inclui a troca de gestora, a transferência de parte do portfólio ao IBBP11 e, ao final, a liquidação do XPIN11. A intenção é elevar eficiência, liquidez e potencial de expansão em um ambiente mais competitivo.
A proposta envolve substituir a XP Vista Asset Management pela inVista Real Estate na gestão. Durante a transição, o fundo passaria a se chamar Invista Industrial FII, denominação provisória até a liquidação. Essa etapa busca suavizar o processo operacional e regulatório, mantendo a continuidade das atividades e a governança necessária ao desinvestimento.
Transferência de patrimônio para o IBBP11 A operação central prevê migrar cinco conjuntos logísticos do XPIN11 para o IBBP11 (Invista Brazilian Business Park FII), administrado pela Vórtx e gerido pela inVista. Os ativos ficam em Atibaia e Jarinu (SP) e em Extrema (MG), polos relevantes para operações industriais e de distribuição. Segundo laudos, o valor somado é de R$ 339,1 milhões, refletindo avaliações técnicas atualizadas.
A gestora argumenta que os imóveis se encaixam na tese industrial do IBBP11 e podem gerar ganhos de escala, maior diversificação de ativos e inquilinos e melhor liquidez das cotas. Entre as motivações, destacam-se a expansão do patrimônio, a otimização operacional e o fortalecimento de mercados secundários. Tais pontos são cruciais para fundos que buscam reduzir vacância e diluir riscos.
Aprovação para operações entre partes relacionadas A assembleia também pedirá aval para negócios com partes relacionadas, com limite de até 100% do patrimônio líquido, atendendo exigência da CVM em casos de potencial conflito. Essa autorização é condição para a venda de ativos ao IBBP11 e assegura transparência e conformidade regulatória, evitando assimetrias entre cotistas.
Processo de liquidação do fundo Concluídas as etapas, o XPIN11 será liquidado. O resgate ocorrerá majoritariamente por entrega de cotas de outros FIIs da carteira, sobretudo do IBBP11 e, se necessário, de um novo fundo a ser estruturado, com pagamento em espécie apenas para eventuais frações. Não se trata de resgate convencional, mas de migração de exposição dentro do segmento.
Justificativa e cronograma O fundo possui cerca de 267 mil m² de ABL, porém enfrenta limites para crescer sem elevar risco e mantém vacância em ativos que exigem reposicionamento. A reorganização direciona o portfólio para estruturas mais líquidas e flexíveis, encerrando o ciclo do XPIN11. A consulta de votos vai até 24 de fevereiro de 2026, com aprovação por maioria, desde que representando pelo menos 25% das cotas válidas.
