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Vale (VALE3) entrega lucro bilionário, mas alta de 576% no níquel muda a história; veja os destaques

Vale (VALE3) registra lucro bilionário e avanço nos metais no 1T26

Vale (VALE3) registra lucro bilionário e avanço nos metais no 1T26

A Vale (VALE3) começou 2026 com um resultado que vai além do lucro. A mineradora reportou lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no 1T26, alta de 36% na comparação anual, em um trimestre marcado por preços mais elevados e melhora nas vendas, mas também por uma mudança relevante na composição do resultado.

Mais do que o avanço do lucro, o que chama atenção é o papel crescente dos metais básicos, que passaram a impulsionar o desempenho da companhia em meio a um cenário ainda desafiador para o minério de ferro.

“Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos”, afirmou o CEO Gustavo Pimenta.

Metais básicos roubam a cena no resultado da VALE3

O grande destaque do trimestre veio da divisão de metais básicos, especialmente o níquel.

O EBITDA do segmento saltou 116% na comparação anual, para US$ 1,2 bilhão. Dentro desse movimento, o níquel registrou um crescimento expressivo de 576%, refletindo principalmente a forte redução de custos e o aumento das receitas com subprodutos.

Segundo a companhia, esse avanço também está ligado à estratégia de otimização dos ativos, com ganhos operacionais relevantes ao longo do trimestre.

“Na VBM, continuamos a colher os benefícios de nossas iniciativas de otimização de ativos, resultando em maior produção e menores custos”, destacou o CEO.

O cobre também teve desempenho relevante, com avanço de 74% no EBITDA, impulsionado por preços mais altos e ganhos operacionais.

Minério de ferro ainda sustenta, mas perde protagonismo

Apesar da virada nos metais, o minério de ferro segue como principal fonte de resultado da Vale.

O EBITDA da divisão ficou em US$ 2,9 bilhões, praticamente estável na comparação anual, com leve alta de 1%. O desempenho foi sustentado por preços mais elevados e aumento de volumes, mas parcialmente pressionado por custos maiores.

O preço médio realizado do minério de ferro ficou em US$ 95,8 por tonelada, alta de 5,5% em um ano. Já o custo caixa C1 subiu para US$ 23,6/t, impactado principalmente pela valorização do real.

Na prática, o trimestre mostra uma Vale ainda dependente do minério, mas com menos espaço de expansão nesse segmento.

Caixa cresce, mas distribuição pressiona dívida

A geração de caixa seguiu positiva. O fluxo de caixa livre recorrente somou US$ 813 milhões no trimestre, alta de 61% na comparação anual.

Ao mesmo tempo, a companhia manteve a estratégia de retorno ao acionista, o que impactou o balanço.

A dívida líquida expandida atingiu US$ 17,8 bilhões, aumento de US$ 2,2 bilhões no trimestre, refletindo principalmente o pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

Mesmo com a elevação, o nível de alavancagem permanece controlado, indicando capacidade de seguir investindo e distribuindo capital.

Projetos e estratégia reforçam visão para o ano

O trimestre também trouxe avanços operacionais importantes.

A companhia segue avançando projetos estratégicos, como o Serra Sul +20, que já atingiu 86% de execução e deve entrar em operação no segundo semestre de 2026.

Além disso, reforçou iniciativas de descarbonização e segurança, incluindo o desenvolvimento de embarcações movidas a etanol e a redução de 80% das estruturas em nível de emergência desde 2020.

“Nosso portfólio flexível nos permitiu capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto, enquanto a busca contínua por eficiência de custos segue preservando nossa competitividade e construindo resiliência diante de pressões externas persistentes”, afirmou o CEO da Vale (VALE3).

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