Ícone do site Suno Notícias

Vale (VALE3) tem melhor 2T em minério desde 2018; veja os números

Vale (VALE3)

Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) entregou um segundo trimestre forte na operação e mostrou avanço de produção e vendas em todos os segmentos de negócio. O destaque ficou com minério de ferro, que teve o melhor resultado de produção para um segundo trimestre desde 2018.

Segundo relatório divulgado nesta terça-feira (21), a produção de minério de ferro da Vale (VALE3) somou 84,3 milhões de toneladas no 2T26, alta de 1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O avanço foi sustentado pelo recorde de produção em S11D e pelos volumes adicionais dos projetos Capanema e VGR1. Já as vendas de minério de ferro chegaram a 79,7 milhões de toneladas, crescimento de 3% na comparação anual, refletindo a venda de estoques e o aumento da produção.

Vale (VALE3) cresce em minério, cobre e níquel

Além do minério de ferro, a Vale (VALE3) também registrou melhora nos metais básicos. A produção de cobre totalizou 98,4 mil toneladas, alta de 6% em relação ao 2T25 e melhor resultado para um segundo trimestre desde 2017.

O desempenho foi puxado principalmente pelos ativos brasileiros. Em Salobo, a produção chegou a 52,4 mil toneladas, recorde para um segundo trimestre. Em Sossego, a produção avançou 26,3% em um ano, para 25,9 mil toneladas.

No níquel, a produção somou 42 mil toneladas, alta de 4% na comparação anual e melhor resultado para um segundo trimestre desde 2020. A companhia destacou a maior produção de Onça Puma e o recorde em Long Harbour, que compensaram o impacto da manutenção programada em Sudbury.

Pelotas recuam com parada em Omã

O principal ponto negativo veio da produção de pelotas, que caiu 7% em relação ao 2T25, para 7,3 milhões de toneladas.

A queda foi explicada pela suspensão temporária das operações das plantas de pelotização de Omã durante parte do trimestre, em meio à evolução do conflito no Oriente Médio e às restrições logísticas associadas.

Durante o período, o pellet feed que seria destinado a Omã foi redirecionado para as plantas de Tubarão e para vendas de finos. Segundo a Vale (VALE3), a produção em Omã foi parcialmente retomada no fim de junho.

Preços realizados também sobem

A Vale (VALE3) também mostrou melhora na realização de preços. O preço médio realizado de finos de minério de ferro foi de US$ 95,0 por tonelada no 2T26, alta de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nas pelotas, o preço médio realizado foi de US$ 137,0 por tonelada, avanço anual de 2,2%.

Nos metais básicos, o salto foi mais forte. O preço médio realizado de cobre atingiu US$ 14.062 por tonelada, alta de 56,5% na comparação anual. No níquel, o preço médio realizado foi de US$ 18.061 por tonelada, avanço de 14,3% em um ano.

No acumulado do primeiro semestre, a Vale (VALE3) produziu 153,9 milhões de toneladas de minério de ferro, alta de 1,8% em relação ao 1S25. A companhia manteve guidance de 335 milhões a 345 milhões de toneladas para 2026.

Sair da versão mobile