A Vale (VALE3) recuperou o alvará de funcionamento no município de Congonhas após cumprir as exigências impostas pela administração municipal em razão do extravasamento de estruturas registrado em janeiro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pela prefeitura, por meio de nota oficial.
A decisão ocorre depois de vistoria realizada pela equipe técnica do município, que constatou que a Vale executou as medidas corretivas determinadas após ocorrências nas minas de Fábrica e Viga, afetadas por fortes chuvas no início do ano.
De acordo com a prefeitura, a mineradora também efetuou o pagamento integral da multa aplicada pelo episódio, no valor de R$ 13,71 milhões.
Entre as providências adotadas pela companhia estão a apresentação e implementação de medidas de contenção e limpeza das estruturas, a desobstrução de vias, a limpeza de córregos atingidos por resíduos e a atualização do plano de emergência, com reforço ao Programa AGIR e monitoramento diário da qualidade da água.
Em dia de alta do Ibovespa, as ações da Vale iniciaram a sessão no vermelho, mas estão operando no campo positivo. Por volta das 17h, os papéis da mineradora sobem 0,27%, a R$ 84,72.
Relembre o caso envolvendo minas da Vale (VALE3)
No dia 25 de janeiro, fortes chuvas provocaram o transbordamento de água com sedimentos de um reservatório da Vale na Mina de Fábrica, no limite entre Congonhas e Ouro Preto, atingindo áreas produtivas inclusive da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Menos de 24 horas depois, um novo vazamento foi registrado na Mina Viga, em Congonhas, e confirmado pela Vale (VALE3), com água sendo lançada no rio Maranhão, conforme constatado pela Defesa Civil. Os dois episódios levaram à suspensão dos alvarás de funcionamento das unidades e à paralisação das atividades pela prefeitura e por decisões judiciais.
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