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Trisul (TRIS3) sente o 4T25, mas ações reduzem perdas após reação inicial

Trisul (TRIS3)

Trisul (TRIS3). Foto: Reprodução Facebook

Trisul (TRIS3) começou o pregão desta terça-feira, 20, sob pressão após a divulgação da prévia operacional do quarto trimestre de 2025, mas as ações reduziram as perdas ao longo da sessão e passaram a operar próximas da estabilidade, indicando uma leitura mais equilibrada do mercado sobre os números do período.

Por volta das 14h, os papéis da construtora eram negociados a R$ 6,12, praticamente estáveis no dia, depois de oscilar entre a mínima de R$ 5,94 e a máxima de R$ 6,13. No acumulado de janeiro, a ação ainda acumula leve desvalorização, refletindo um ambiente mais cauteloso para o setor imobiliário.

A reação inicial negativa esteve ligada ao desempenho comercial abaixo do esperado no 4T25. Entre outubro e dezembro, a Trisul reportou vendas líquidas de R$ 673,6 milhões, queda próxima de 10% na comparação anual e abaixo das estimativas de parte do mercado. As vendas brutas somaram R$ 724,5 milhões, enquanto os distratos alcançaram R$ 50,9 milhões, alta relevante em relação ao mesmo período de 2024.

Com isso, o índice de velocidade de vendas (VSO) ficou em 22,6% no trimestre, inferior aos níveis observados um ano antes, evidenciando um cenário mais desafiador para a comercialização de imóveis em meio a juros elevados e maior seletividade dos compradores.

Apesar disso, a companhia manteve um ritmo robusto de lançamentos. No 4T25, foram dois projetos, que totalizaram R$ 930 milhões em valor geral de vendas (VGV). No acumulado de 2025, a Trisul alcançou VGV recorde de R$ 2,87 bilhões, impulsionado tanto por empreendimentos de alto padrão quanto por projetos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida.

Na leitura do BTG Pactual, o trimestre foi “misto”. O banco destacou que, embora os lançamentos tenham sido sólidos, o desempenho comercial ficou aquém do esperado, em um contexto macroeconômico ainda adverso. Mesmo assim, a casa manteve recomendação de compra para TRIS3, com preço-alvo de R$ 9, o que implica potencial de valorização relevante frente às cotações atuais.

Já o Bradesco BBI também classificou os números como mistos. A instituição reconheceu o avanço expressivo dos lançamentos ao longo de 2025, mas chamou atenção para o aumento dos distratos e para a desaceleração do VSO na comparação anual, mantendo recomendação neutra para as ações.

A leitura do pregão indica que, apesar da frustração inicial com as vendas do 4T25, o mercado optou por uma reação mais moderada, ponderando o pipeline robusto da companhia e a expectativa de um 2026 ainda desafiador para o setor, mas com espaço para execução e ajustes comerciais pela Trisul (TRIS3).

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