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TotalEnergies compra ativos renováveis da Shell; movimento reforça tese do SNEL11

Uma pessoa segurando um relatório em um escritório

Imagem gerada por IA

A TotalEnergies fechou acordo para adquirir os ativos de geração renovável da Shell na Europa, em uma transação que soma aproximadamente 4 GW de capacidade. O portfólio reúne projetos solares, eólicos e de armazenamento de energia e reforça a expansão das fontes renováveis no mercado europeu.

Do conjunto negociado, cerca de 500 MW correspondem a parques solares e eólicos em operação ou em construção, com concentração na Itália e nos Países Baixos. Outros 3,5 GW estão em diferentes estágios de desenvolvimento na Itália, Reino Unido e Espanha, incluindo projetos de geração solar, eólica e baterias.

A conclusão da transação é esperada para o fim deste ano, sem divulgação dos valores. Para a TotalEnergies, o movimento amplia a presença no mercado europeu de energia limpa em um momento de alta na demanda por novas fontes de geração.

A companhia já detém aproximadamente 10 GW de capacidade instalada ou em construção na Europa e mantém outros 27 GW em desenvolvimento. Com a incorporação dos ativos da Shell, a empresa aumenta sua participação em uma cadeia que integra geração renovável e sistemas de armazenamento.

O negócio também expõe estratégias distintas entre as petroleiras. Enquanto a TotalEnergies vem elevando a exposição às energias renováveis, a Shell tem direcionado seu portfólio para petróleo, gás e segmentos considerados mais rentáveis.

Expansão de renováveis e tese acompanhada pelo SNEL11

A atuação das grandes empresas de energia evidencia a transformação do setor elétrico global, com investimentos crescentes em energia solar, eólica e armazenamento. Esse cenário é acompanhado pelo SNEL11, fundo voltado ao segmento de energias limpas.

A aquisição anunciada pela TotalEnergies indica que a expansão da geração renovável não se limita a empreendimentos de menor escala. Companhias globais seguem destinando capital a projetos capazes de ampliar a oferta de eletricidade de fontes renováveis.

O avanço dos sistemas de baterias ganha relevância nesse contexto. A possibilidade de armazenar energia aumenta a flexibilidade da geração solar e eólica e pode contribuir para integrar fontes intermitentes aos sistemas elétricos.

Para fundos com exposição à infraestrutura de energia limpa, a expansão desse mercado representa um ambiente de crescimento potencial para novos projetos e investimentos.

Oferta do FII pode elevar patrimônio para R$ 3,29 bi

Nos últimos meses, o fundo reportou avanços operacionais, com expansão do portfólio de usinas, redução de custos operacionais em parte dos ativos e o lançamento da quinta emissão de cotas, fatores que elevaram o interesse do mercado.

De acordo com o prospecto da oferta do SNEL11, a operação pode aumentar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. A projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.

O plano também contempla crescimento da capacidade instalada dos ativos, de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode passar de 37 para 224, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.

As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições do prospecto, sujeitas às etapas regulatórias e de mercado.

Em junho, o FII alcançou o maior volume de negociações desde o lançamento. Segundo a gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, marcando um novo recorde de liquidez no período.

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