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SNID11 mantém R$ 0,13 por cota e amplia spread da carteira

FIIs. Foto: Pexels.

FIIs. Foto: Pexels.

O fundo de infraestrutura SNID11 manteve a cadência de distribuições no início de 2026, confirmando o pagamento de R$ 0,13 por cota referente a janeiro. Este é o terceiro mês consecutivo com o mesmo valor, em linha com a orientação previamente comunicada pela administração e com o objetivo de dar previsibilidade ao cotista.

O rendimento indicado corresponde a um dividend yield anualizado próximo de 14,9%, considerando a cotação de mercado atual. No acumulado de 12 meses, as distribuições somaram 12,9% sobre a cota de negociação e 14,0% sobre a patrimonial, reforçando a atratividade do produto frente a alternativas de renda fixa com benefício fiscal.

A performance recente reflete ajustes estratégicos na carteira, com foco em ampliar o spread e acelerar a rotatividade de posições. A principal alocação foi a compra de R$ 3 milhões em debêntures da Suno Energias Limpas (SUN011), precificadas a NTN-B + 1,80%, aproveitando um cenário de compressão de prêmios no segmento de debêntures incentivadas.

Para viabilizar a nova posição, a gestão zerou ativos com spreads próximos ou abaixo de zero, como ENGIC0, TCII11 e HARG11, a uma taxa média de NTN-B – 0,01%. A combinação das vendas com a aquisição resultou em expansão de 181 pontos-base no spread médio da carteira, elevando o carrego esperado. Esta realocação dá suporte à manutenção das distribuições no curto prazo.

Parte dos papéis desfeitos estava na carteira desde 2023 e se beneficiou de valorização com o fechamento de spreads no secundário. A realização desses ganhos permitiu redirecionar capital para oportunidades com melhor relação risco-retorno. Entre as secundárias, destaca-se a contribuição de derivativos de swap de indexadores, que atuaram como proteção tática.

SNID11 reforça performance e atualiza projeções

Desde o lançamento, o SNID11 acumula 63,7% de retorno total na cota de mercado e 50,3% na cota patrimonial, com reinvestimento de proventos, superando benchmarks líquidos como CDI, IMA-B, IDA-DI e IDA-IPCA Infraestrutura. No mês, o carrego gerou R$ 0,124 por cota; a marcação a mercado negativa foi de R$ 0,096 por cota, parcialmente compensada pelos swaps, com efeito positivo de R$ 0,071 por cota. Em liquidez, o volume de dezembro ficou em R$ 3,6 milhões, com média diária de R$ 163 mil.

Para 2026, a gestão projeta distribuições entre R$ 0,12 e R$ 0,15 por cota no primeiro semestre, utilizando ganhos de capital já materializados para sustentar os pagamentos, mesmo em um cenário de possível queda da Selic. A equipe reforça que as estimativas permanecem coerentes com o ambiente de juros e a capacidade de geração de caixa do fundo, preservando a disciplina na alocação e o foco em eficiência de spread.

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