O fundo imobiliário do agronegócio SNFZ11 (Suno Fazendas) avançou cerca de 0,93% no pregão desta quinta-feira, fechando a R$ 9,74, em sintonia com o viés positivo do setor agrícola. O movimento foi impulsionado por indicadores que reforçam perspectivas recordes para a produção nacional e sustentam o apetite de investidores por ativos atrelados ao campo.
Segundo a Conab, a colheita total de grãos em 2025/26 deve alcançar 356,3 milhões de toneladas, com destaque para a soja, estimada em 179,2 milhões de toneladas. A expectativa de produtividade sem precedentes dá suporte ao cenário de receitas consistentes para players expostos ao agronegócio, como o fundo.
SNFZ11 se beneficia de demanda chinesa crescente
O ambiente externo segue favorável, com a China ampliando sua participação nas compras do Brasil. Atualmente, o país responde por cerca de 52% das importações chinesas de soja, consolidando o Brasil como principal fornecedor global. Esse fluxo reforça preços e volumes exportados, criando uma base mais previsível para o caixa dos produtores e, por consequência, dos contratos lastreados em produção.
A Conab elevou ainda as projeções de exportação para 2026, prevendo embarques históricos de 115,4 milhões de toneladas. Para o Fiagro SNFZ11, que concentra seu portfólio em propriedades no Mato Grosso — polo de soja e milho —, esse vetor externo é um catalisador de resultados.
Modelo de negócio garante receita recorrente ao Fiagro
A estratégia do fundo combina compra e locação de terras, com contratos atrelados a 25% da produção ou a um piso de 15 sacas por hectare, prevalecendo o maior valor. Esse desenho captura ciclos favoráveis e protege a receita em momentos de menor rentabilidade, amortecendo volatilidade operacional. Estudos recentes apontam valorização das terras agrícolas, especialmente no Mato Grosso, o que adiciona potencial de ganho patrimonial ao veículo.
Dividendos e base de investidores do SNFZ11
Em março, o fundo encerrou a R$ 9,74 e anunciou R$ 0,10 por cota para abril, com pagamento em 24/04. O dividend yield mensal é de aproximadamente 1,03%, o que equivale a cerca de 13% ao ano, reforçando o apelo do ativo para investidores orientados a renda. A base de investidores superou 12 mil cotistas, refletindo a crescente busca por exposição ao agro.
Perspectivas favoráveis com ressalvas importantes
Apesar do quadro positivo, riscos seguem no radar. A segunda safra de milho ainda depende do clima nas próximas semanas, o que pode afetar produtividades regionais. Além disso, a queda das cotações da soja em reais e a elevada dependência da demanda chinesa configuram variáveis de preço e geopolítica que merecem atenção contínua para o SNFZ11.
