O fundo imobiliário SNEL11 atingiu 110 mil cotistas nesta semana, em linha com a execução da quinta emissão de cotas e com o maior volume de negociações de sua trajetória na B3. O avanço ocorre no mesmo período em que a base de investidores cresce e a liquidez do ativo se intensifica.
No pregão desta quinta-feira (25), o SNEL11 registrou aproximadamente R$ 42 milhões em volume financeiro, sinalizando maior participação do mercado. A movimentação reforça a tendência observada desde o início do mês, com aumento de negócios no mercado secundário.
Com esse ritmo, junho já se tornou o mês mais líquido da história do fundo. Até o momento, o SNEL11 soma mais de R$ 93 milhões negociados no mercado secundário, superando o recorde anterior alcançado em maio. O desempenho reflete a combinação entre captação em andamento e expansão do interesse por ativos de infraestrutura energética listados.
A etapa atual coincide com a ampliação da estratégia do fundo, que busca captar até R$ 2,3 bilhões por meio da quinta oferta de cotas. O objetivo é reforçar o portfólio de ativos vinculados ao setor de geração de energia renovável, em especial projetos de geração distribuída.
Emissão bilionária busca impulsionar crescimento do SNEL11
A quinta emissão prevê a distribuição de aproximadamente 221,3 milhões de cotas ao preço de R$ 8,32 por unidade, viabilizando uma captação inicial próxima de R$ 1,84 bilhão. A operação inclui a possibilidade de lote adicional, por meio do qual a oferta poderá alcançar aproximadamente R$ 2,3 bilhões.
Considerando os custos de distribuição, o preço final de subscrição foi fixado em R$ 8,65 por cota. Segundo a gestora, os recursos serão direcionados à aquisição de novos ativos e ao avanço da carteira de projetos de geração distribuída de energia, eixo que sustenta a tese do fundo.
Nos últimos meses, o fundo ampliou sua exposição em geração solar com a aquisição de novas usinas, elevando a capacidade instalada e diversificando a presença em diferentes regiões do país. Essa movimentação busca consolidar escala operacional e melhorar a previsibilidade de receitas amparadas por contratos de longo prazo.
Dividendos e liquidez reforçam atratividade
Além da execução do plano de crescimento, o fundo preserva uma política estável de distribuição de rendimentos. O pagamento de R$ 0,10 por cota foi mantido por 24 meses consecutivos, o que corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,18%, tomando como referência o preço de fechamento de maio.
A tese do fundo está ancorada na geração distribuída de energia, modelo em que a produção ocorre em usinas conectadas à rede elétrica, com comercialização de créditos energéticos firmada por contratos de longo prazo. Esse arranjo tende a reduzir volatilidade operacional e a ampliar a previsibilidade dos fluxos.
O avanço da energia solar no Brasil, a queda de custos tecnológicos e a expansão do mercado livre de energia ampliam o potencial de crescimento desse segmento. Nesse contexto, a estratégia do fundo se apoia no desenvolvimento contínuo de projetos e no ganho de escala, enquanto a liquidez crescente no mercado secundário contribui para a eficiência de negociação das cotas.
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