O fundo imobiliário SNEL11 acelerou sua presença em geração solar distribuída em março ao concluir a incorporação de três usinas: Matozinhos 1, Matozinhos 2 e Sete Lagoas. Com isso, a capacidade total instalada do portfólio atingiu cerca de 87,85 MWp, reforçando a tese de diversificação geográfica e de receitas ancoradas em contratos de longo prazo.
As plantas localizadas na área de concessão da CEMIG, em Minas Gerais, apresentam perfis distintos de risco. As unidades de Matozinhos operam com ocupação integral sob contratos take-or-pay, enquanto Sete Lagoas segue em negociação comercial, amparada por Renda Mínima Garantida (RMG) por 13 meses. Essa combinação adiciona resiliência operacional ao SNEL11 em diferentes estágios de maturação.
Resultado distribuível alcançou R$ 11,18 milhões
Segundo a gestão, os novos ativos ampliam a estabilidade das receitas e o potencial de geração de caixa. Em março, o resultado distribuível alcançou aproximadamente R$ 11,18 milhões, apoiado por maior capacidade e proteção contratual. Esse avanço sustenta a manutenção de um nível de distribuição competitivo frente ao mercado.
Durante o período, o fundo pagou R$ 0,10 por cota, o que representa um dividend yield anualizado próximo de 14,97%, considerando a cotação de mercado. Além disso, a base de investidores cresceu de forma expressiva, superando 95 mil cotistas e indicando maior liquidez e profundidade no mercado secundário para o veículo.
Tarifas tiveram alta média de 8,59% em 2026
A performance também foi impulsionada pelo reajuste tarifário da Light aprovado pela ANEEL, que afeta cerca de 17% dos ativos do fundo. As tarifas tiveram alta média de 8,59% em 2026, com incremento de 6,92% para baixa tensão, favorecendo a monetização dos créditos de energia e reforçando a rentabilidade dos projetos de mini geração distribuída. Houve ainda redução de aproximadamente 0,55% na TUSD G do subgrupo A4, aliviando custos operacionais.
Entre os projetos em ramp-up, a UFV Soleil se destacou ao atingir ocupação próxima de 125% mesmo sob RMG. A administração projeta manutenção acima de 100% após o término da proteção, o que tende a fortalecer o fluxo recorrente do SNEL11. No secundário, o fundo preservou liquidez elevada, com volume mensal acima de R$ 75 milhões e média diária próxima de R$ 3,4 milhões.
