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SNCI11 zera alavancagem e supera pares com 1,64% no mês

Gráfico em linhas

Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário SNCI11 encerrou em março de 2026 sua estratégia de desalavancagem, alcançando posição credora líquida e alavancagem negativa de 1,35% sobre o patrimônio líquido. O movimento marca uma virada de ciclo, ampliando a resiliência financeira e a flexibilidade para novas alocações, sem comprometer a capacidade de distribuir rendimentos aos cotistas.

Em linha com essa diretriz, a gestão manteve o pagamento de R$ 1,00 por cota no período, convergente com o guidance do 2º trimestre de 2026, que projeta distribuições entre R$ 1,00 e R$ 1,10. O resultado acumulado registrou R$ 0,26 por cota ao fim do mês, reforçando a disciplina na geração de caixa e a previsibilidade dos proventos.

A cota patrimonial foi atualizada para R$ 97,48, refletindo o impacto da curva de juros na marcação a mercado dos CRIs da carteira. Mesmo com esse ajuste, o fundo registrou rentabilidade patrimonial positiva de 0,05% no mês, demonstrando resiliência operacional em cenário de maior volatilidade.

Desempenho acima dos pares

No mercado secundário, o SNCI11 apresentou desempenho acima dos pares. A rentabilidade ajustada alcançou 1,64% em março, superando a média dos fundos comparáveis, o IFIX e o índice de FIIs de papel. Esse diferencial decorreu, em parte, da execução ativa no portfólio e da melhoria de percepção de risco após a desalavancagem.

A gestão realizou R$ 22,5 milhões em aquisições e R$ 10,7 milhões em alienações, além de quitar posições estratégicas como o CRI AXS. As movimentações buscaram otimizar risco-retorno, reduzir passivos e alongar a duração dos fluxos, mantendo o portfólio aderente às condições de mercado.

SNCI11 acumula 15,52% de rentabilidade

Nos últimos seis meses, o fundo acumula 15,52% de rentabilidade, superando os principais referenciais do setor. Contribuem para esse avanço a estabilidade dos proventos e os progressos nos processos de recuperação de crédito, pilares que sustentam a atratividade do veículo para o investidor de renda.

A carteira segue com quatro ativos em acompanhamento especial: os CRIs AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior (cerca de 0,1% do PL). A administração informa projeção de recuperabilidade para Vanguarda e continuidade dos trâmites de cobrança no RDR, mantendo monitoramento rigoroso e comunicação transparente com o mercado.

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