O Fiagro SNAG11 anunciou o pagamento de R$ 0,20 por cota aos investidores, com data-base em 13 de fevereiro de 2026 e liquidação financeira em 25 de fevereiro. O novo patamar de proventos supera a remuneração distribuída anteriormente, reforçando a consistência na geração de caixa do veículo. Para o cotista, a distribuição é isenta de Imposto de Renda, seguindo a regra aplicável a fiagros negociados na B3.
Com base na cotação de R$ 11,09, o pagamento corresponde a um dividend yield mensal próximo de 1,80%. Esse nível de retorno destaca o apelo de renda do SNAG11, sobretudo em um ambiente de juros em trajetória de ajuste e busca por proteção inflacionária. A isenção tributária amplia o retorno líquido do investidor pessoa física, favorecendo a atratividade do produto.
Em comparação ao último provento, liquidado em 23 de janeiro, quando foram pagos R$ 0,13 por cota (data-base em 15/01/2026), o avanço é significativo. O aumento do dividendo reflete a combinação de resultados operacionais, reavaliações de ativos e receitas financeiras provenientes de operações estruturadas. Esse conjunto sustenta o crescimento da remuneração sem comprometer a disciplina de risco.
Resultado e carteira do SNAG11 em dezembro
O fundo reportou R$ 18,19 milhões de resultado no mês, com carteira totalmente adimplente e sem sinais de deterioração de crédito. A gestão manteve foco em originação qualificada e captura de spread, favorecendo a resiliência dos fluxos. Houve movimento tático no mercado secundário, com a compra do CRA Mapeva a IPCA + 12,25% ao ano, taxa acima da curva atual (cerca de IPCA + 11%). Após a alocação, o papel representa em torno de 0,5% do patrimônio.
Reavaliações e impacto no valor patrimonial
As reavaliações anuais das propriedades rurais trouxeram ganhos relevantes. Imóveis em Sorriso (MT) e Primavera do Leste (MT), arrendados à Boa Safra por contratos de 10 anos (restando cerca de oito), valorizaram 5,77% e 19,57%, respectivamente. A valorização combinada somou R$ 4,5 milhões, adicionando R$ 0,075 ao valor patrimonial por cota e reforçando a qualidade do portfólio.
A aquisição dos ativos ocorreu com cap rate de 8,14%, em contratos indexados ao IPCA, preservando o poder de compra das receitas ao longo do tempo. Essa estrutura tem apoiado a estabilidade dos resultados e, anteriormente, possibilitou a manutenção de proventos em R$ 0,13 por cota. Com a nova distribuição, o SNAG11 sinaliza evolução consistente do rendimento ao investidor.
