O fundo imobiliário SNAG11 encerrou dezembro reforçando sua estratégia de captura de spread por meio de alocação tática no mercado secundário.
A distribuição foi de R$ 0,13 por cota, o que representa um dividend yield anualizado próximo de 15% considerando a cotação de mercado. A combinação entre elevado carrego e análise criteriosa de crédito tem sustentado a performance do portfólio.
Segundo João Victor Franzin, da Suno Asset, a consistência decorre do rigor na seleção de ativos e do monitoramento permanente. “Mantivemos os 13 centavos por cota e seguimos, como desde o início da história do SNAG, com zero inadimplência”, afirmou.
A carteira registrou rentabilidade média de CDI + 2,4%, enquanto a base de investidores ultrapassou 120 mil cotistas, evidenciando tração e confiança.
Operacionalmente, o desempenho foi sólido, sem sinais de deterioração de risco. Todos os devedores permaneceram adimplentes, com pagamentos estritamente dentro do pactuado em contrato.
SNAG11: reavaliação patrimonial impulsiona valor dos ativos
Dezembro trouxe ganho patrimonial relevante, paralelo ao carrego operacional. Os imóveis do fundo passaram por avaliação a valor justo: a propriedade de Sorriso (MT) teve alta de 5,77%, enquanto o ativo em Primavera do Leste (MT) valorizou cerca de 20%. O efeito conjunto adicionou aproximadamente R$ 4,5 milhões ao patrimônio, ou R$ 0,075 por cota, fortalecendo o balanço.
Franzin ressaltou que a reavaliação não altera os aluguéis de curto prazo, que seguem indexados ao IPCA. “O aluguel segue reajustado apenas pelo IPCA; o laudo não muda o fluxo mensal”, explicou. Assim, o impacto se concentra no valor patrimonial, preservando o perfil de receitas recorrentes.
Novo CRA no portfólio
Seguindo a tese de originação e captura de spread, o SNAG11 adquiriu em dezembro o CRA Mapeva no mercado secundário, investindo cerca de R$ 3,1 milhões (0,5% do patrimônio). O título foi comprado a IPCA + 12,25% ao ano, acima da curva atual próxima de IPCA + 11%, reforçando o carrego. A emissão total é de R$ 16 milhões, limitando a concentração.
O CRA financia a atividade cafeeira de Marcos Augusto Pereira Valle, produtor em Araxá (MG) desde 1983, com cerca de 250 hectares. A garantia real é a própria fazenda, cujo valor de venda forçada supera R$ 30 milhões, muito acima do saldo devedor, o que reforça a segurança da operação e sustenta a disciplina de crédito do fundo SNAG11.
