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SNAG11 acelera com safra recorde e captação acima da meta

A mão de uma pessoa segura uma caneta sobre um papel com gráficos

Imagem gerada por IA

A Abiove elevou suas projeções para o processamento de soja brasileiro em 2026, criando um ambiente favorável para o setor agrícola que tem beneficiado fundos como o SNAG11 no mercado nacional. A revisão indica que o processamento deve alcançar 62,5 milhões de toneladas, um recorde histórico e avanço de 6,5% sobre o ano anterior, reforçando a demanda por crédito e infraestrutura no agronegócio.

A associação também ajustou a estimativa da safra de soja, de 177,8 milhões para 180,1 milhões de toneladas em 2026. Esse cenário reforça a relevância dos fiagros na cadeia, favorecendo captações, alongamento de prazos e diversificação de risco. Para investidores, a combinação de maior oferta e necessidade logística sustenta fluxos para operações estruturadas.

SNAG11 consolida posição no mercado de fiagros

Em abril, o fundo esteve entre os mais negociados da bolsa, com volume médio diário de cerca de R$ 4,27 milhões, equivalentes a 10,5% da movimentação dos dez maiores pares. A liquidez crescente indica maior profundidade e eficiência de preço para o veículo.

A quinta oferta de cotas foi concluída com captação de aproximadamente R$ 301,4 milhões, superando a meta inicial em cerca de R$ 100 milhões. Com isso, o patrimônio total alcançou R$ 927,66 milhões, avanço próximo de 50%. A base de investidores saltou para 130 mil cotistas, ampliando a pulverização e a estabilidade de capital.

Foco em irrigação marca estratégia de alocação. Segundo o prospecto, 39,2% dos recursos serão direcionados a projetos de irrigação, eixo estratégico para produtividade e resiliência climática. Para a gestão, a alocação endereça gargalos logísticos e de armazenagem, tema ressaltado pelo CIO da Suno Asset, Victor Duarte.

Acumulado do SNAG11 atinge cerca de 79,9%

Desde o início, o rendimento acumulado do SNAG11 atinge cerca de 79,9%, superando CDI líquido (47,5%), IFIX (37,2%) e IPCA + 7% (50,5%). Em janeiro de 2026, o excesso de retorno frente ao CDI acumulado chegou a 8,88%, segundo a gestora, demonstrando consistência da tese e disciplina de risco.

Indicadores operacionais mantêm solidez. Em abril, o fundo distribuiu R$ 0,12 por cota, yield anualizado próximo de 14,24%. A carteira encerrou com yield all in de 16,94%, remuneração média equivalente a CDI + 2,0% e inadimplência zerada, apontando robustez de crédito e originação qualificada.

A estratégia prioriza crédito diversificado no agronegócio. A exposição a sementes, armazenamento, irrigação, proteínas e produção rural dilui riscos e aumenta previsibilidade. Na CRA Boa Safra, o foco recai em produtores recorrentes e tecnologia de sementes, reduzindo assimetria operacional. A manutenção de inadimplência zerada reforça a disciplina da política de crédito do SNAG11.

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