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RZAK11 gera R$ 8,1 mi e negocia com desconto em abril

Fundo AZIN11. Foto: Suno/Banco

Fundo AZIN11. Foto: Suno/Banco

O RZAK11 encerrou abril com resultado de R$ 8,129 milhões, sustentado por receitas totais de R$ 8,999 milhões no período. A principal fonte de receita foram os CRIs, enquanto as despesas mensais somaram R$ 870 mil, preservando a eficiência operacional do fundo. No final do mês, o patrimônio líquido atingiu R$ 780,467 milhões, com cota patrimonial de R$ 88,61.

No mercado secundário, as cotas fecharam a R$ 84,81, refletindo múltiplo P/VP de 0,95. Esse patamar indica negociação com desconto em relação ao valor patrimonial, o que pode abrir oportunidade tática para investidores que buscam assimetria entre preço e valor intrínseco do ativo.

A administração mantém projeção de rendimentos do RZAK11 entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para os próximos três meses. Considerando R$ 1,10 por cota e o preço de R$ 84,81, o dividend yield mensal estimado é de 1,24%, equivalente a 16,01% ao ano, ou 118% do CDI (com CDI gross-up de 3,65%).

Durante abril, a estrutura de hedge contribuiu positivamente, favorecida pela abertura da curva de juros. Entretanto, esse ganho foi compensado pela marcação a mercado negativa dos ativos atrelados ao IPCA e dos prefixados, neutralizando parte do efeito no patrimônio. O vencimento antecipado do CRI Evolua foi o evento mais relevante, com liquidação integral e realocação planejada em novas operações ainda neste semestre.

A dinâmica dos indexadores segue como ponto de atenção. A inflação de abril registrou 0,67%, reforçando a perspectiva de contribuição relevante da parcela indexada ao IPCA no curto prazo. Já a continuidade do ciclo de queda da Selic, atualmente em 14,50% ao ano, tende a reduzir o retorno dos papéis atrelados ao CDI, mas com menor intensidade, segundo a gestão.

Estruturalmente, o fundo imobiliário RZAK11 segue concentrado em Real Estate, que representa 44,98% do patrimônio. Em seguida vêm securitização e carteiras (23,68%), infraestrutura (16,07%), allocation (6,30%), direct lending (2,86%) e agronegócio (0,54%). A maior exposição por indexador está no IPCA, com 41,79% do fundo, taxa média de 9,23% e duration de 4,0 anos. Por ativo, a carteira permanece majoritariamente em CRIs (77%), com FIIs compondo os 23% restantes.

No geral, o RZAK11 combina geração de caixa sustentada pelos CRIs, perspectiva de rendimento atrativa e desconto no secundário. A estratégia de realocação pós-CRI Evolua e o carrego IPCA acima da média recente podem sustentar distribuições competitivas, enquanto a gestão segue atenta ao movimento de juros e inflação.

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