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Boa Safra (SOJA3) despenca mais de 10% após resultados do 4T; entenda

Boa Safra Sementes (SOJA3). Créditos: Boa Safra/Divulgação

Boa Safra Sementes (SOJA3). Créditos: Boa Safra/Divulgação

Parece que a safra não foi tão boa assim. Após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, as ações da Boa Safra (SOJA3) estão operando em forte queda na tarde desta quarta-feira (25). Por volta das 15h40, os papéis despencam 10,14%, a R$ 6,91.

Nos três últimos meses do ano passado, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões. O resultado negativo apresentado pela Boa Safra reverte o lucro de R$ 80,3 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caiu 55%, para R$ 58,5 milhões, em contrapartida a um avanço de 14% no quarto trimestre de 2024. 

Já no acumulado de 2025, o lucro líquido somou R$ 101,1 milhões. Apesar do resultado positivo, o número indica uma queda de 34% em relação ao reportado em 2024. 

De acordo com a companhia, a piora nos números ocorreu por conta de uma combinação de menor preço médio, maior participação das vendas na modalidade em que a companhia arca com o frete até o destino, além do aumento do descarte de sementes por conta da qualidade. 

BBA mantém recomendação neutra para Boa Safra (SOJA3)

Na visão do Itaú BBA, os números divulgados pela Boa Safra ficaram abaixo do esperado pelo mercado, em meio a um ambiente ainda desafiador para o setor de sementes. O banco destaca que o Ebitda ajustado de R$ 58 milhões no quarto trimestre ficou aquém das estimativas, o que contribuiu para que os resultados de 2025 como um todo terminassem cerca de 20% abaixo das projeções da casa.

Segundo o relatório, o principal ponto negativo foi a pressão sobre as margens, influenciada por preços mais baixos no setor agrícola, excesso de capacidade na indústria de sementes e um mix de produtos menos rentável. “A dinâmica de margens foi o ponto negativo do 4T25”, destacaram os analistas.

Ainda assim, o banco observa que os volumes comercializados cresceram ao longo do ano, o que ajudou a sustentar a receita da companhia. A participação de mercado da empresa também avançou para cerca de 10%, o que, na avaliação do Itaú BBA, pode representar uma vantagem competitiva relevante nos próximos anos.

Para frente, os analistas avaliam que a companhia pode priorizar uma estratégia mais equilibrada entre crescimento de volume e rentabilidade, enquanto o setor passa por um período de ajustes após um 2025 desafiador.

Apesar disso, o Itaú BBA mantém recomendação market perform (desempenho em linha com o mercado, equivalente a neutro) para as ações da Boa Safra (SOJA3), com destaque para o ambiente ainda pressionado para preços e margens no curto prazo.

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