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Renováveis lideram 89% da nova capacidade elétrica em 2025

Mercado Financeiro - Ações

Foto: Suno/Banco

Expansão das energias renováveis no Brasil avança com força em 2025, respondendo por 89% das novas adições ao Sistema Interligado Nacional. Do total de 704 MW incorporados, a maior parte veio de fontes limpas, reforçando a tendência de descarbonização da matriz. A capacidade instalada do setor elétrico alcançou cerca de 259,5 GW, um crescimento próximo de 6% em relação ao ano anterior, refletindo investimentos consistentes em geração e infraestrutura.

A liderança hidrelétrica mantém-se sólida, com 42,5% da matriz, enquanto as térmicas seguem com 19,7%. A micro e minigeração distribuída já soma 16,8% da capacidade, mostrando a força do consumidor-gerador. A eólica participa com 13,3%, e a energia solar centralizada representa 7,7%, confirmando a diversificação do parque gerador brasileiro.

 

Infraestrutura e intercâmbios internacionais avançam

O país superou 191 mil quilômetros de linhas de transmissão em operação e ultrapassou 484 mil MVA de capacidade transformadora, criando base para integrar novos projetos eólicas e solares. Esses números sustentam a ampliação regional do suprimento e reduzem gargalos de escoamento da produção.

SNEL11 desponta entre os beneficiários do ciclo de crescimento. O fundo, voltado à geração distribuída solar, intensificou aquisições de plantas fotovoltaicas em diferentes estados, ampliando capilaridade e receita recorrente. Essa estratégia captura incentivos regulatórios e contratos de longo prazo, essenciais para mitigar volatilidade.

Compra de 20 usinas solares

No início de 2025, o SNEL11 anunciou aporte de cerca de R$ 436 milhões na compra de 20 usinas solares em oito estados, somando aproximadamente 87,5 MWp. A iniciativa reforça o pipeline do portfólio e alavanca sinergias operacionais, elevando eficiência e previsibilidade de caixa. A expansão das energias renováveis também exige mais transmissão, armazenamento e financiamento, abrindo espaço para capital privado.

O mercado livre cresce e amplia oportunidades. Em março, respondeu por 44,8% da demanda nacional (21.887 GWh), com aumento de 2,4% no consumo e 23,6% no número de consumidores, liderado pelo Norte. Essa dinâmica favorece contratos customizados e competitividade, beneficiando ativos como o SNEL11. A perspectiva de abertura total do mercado tende a intensificar a competição e acelerar investimentos, com a tecnologia solar ainda como motor global, segundo a IEA, e a geração distribuída brasileira acompanhando o ritmo das melhores práticas internacionais em transição energética.

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