Com receitas de R$ 3,604 milhões e despesas de R$ 510 mil, o fundo imobiliário encerrou junho com resultado de R$ 3,093 milhões, um recuo em relação aos meses anteriores. A administração apontou que o desempenho foi impactado por fatores pontuais, sem alterar a perspectiva para os próximos períodos.
Os rendimentos do VRTM11 referentes à competência de junho foram de R$ 0,090 por cota, o que corresponde a um dividend yield mensal de 1,27% considerando a cotação de fechamento de R$ 7,07. Para absorver oscilações e honrar compromissos futuros, o fundo mantém uma reserva de R$ 0,054 por cota.
A gestão sinaliza manutenção do quadro atual. A projeção para o segundo semestre de 2026 indica pagamentos entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota. Os proventos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidas as condições previstas na legislação.
Rendimentos do VRTM11 no segundo semestre de 2026
A administração reforça a expectativa de estabilidade dos fluxos no período, com faixa indicativa entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota no segundo semestre de 2026. A orientação considera a geração de caixa atual, a dinâmica dos recebíveis e o calendário de obrigações do portfólio.
O pagamento observado em junho, de R$ 0,090 por cota, reflete a performance operacional recente e a estratégia conservadora de manter reserva de R$ 0,054 por cota. Segundo a gestora, esse colchão ajuda a suavizar variações de curto prazo e sustentar a previsibilidade dos proventos, isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas nas condições da lei.
Portfólio do fundo
A carteira está diversificada entre classes de ativos. Imóveis diretos representam 48,11% do patrimônio, seguidos por CRIs (23,99%), FIIs (22,02%) e caixa (5,87%). Na parcela de crédito, a distribuição por indexador é próxima do equilíbrio: CDI concentra 49,26%, IPCA 48,45% e IGP-M 2,29%.
O principal papel é o CRI Fibra, atrelado ao CDI, com 6,33% da carteira, equivalente a R$ 28,385 milhões. Na sequência, aparecem Terrassa (IPCA), com 2,13% e R$ 9,562 milhões; Gafisa II Oscar Freire (IPCA), com 2,02% e R$ 9,048 milhões; e Serena Campinas (IPCA), com 2,00% e R$ 8,963 milhões.
As taxas de aquisição e os níveis de MTM variam por indexador. Nos ativos em IPCA, a taxa média de aquisição é de 10,16% e o MTM está em 12,64%. Entre os papéis atrelados ao CDI, as médias são de 3,54% na aquisição e 3,09% em MTM. Já no IGP-M, a taxa de aquisição é de 8,75%, com MTM de 16,63%. A gestora destaca que a inflação positiva beneficia diretamente os recebíveis, embora a maioria dos CRIs registre defasagem de dois a três meses no repasse dos índices.
Desconto elevado na bolsa
A discrepância entre o valor patrimonial e o preço de mercado permanece ampla. A cota patrimonial fechou junho em R$ 9,42, enquanto a cota negociada encerrou a R$ 7,07, resultando em P/VP de 0,75x, um dos maiores descontos entre os fundos híbridos.
A liquidez média diária foi de R$ 186 mil, com base de 11.765 cotistas no período. O caixa totalizou R$ 26,3 milhões, direcionado ao pipeline de ativos, ao pagamento de taxas provisionadas e ao cumprimento dos rendimentos distribuídos aos investidores.
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