A fabricação de etanol em Mato Grosso deve avançar 16,08% no ciclo 2026/27, para 8,44 milhões de m³, segundo a Bioind-MT com base no Imea. O impulso vem principalmente do etanol de milho, segmento no qual o estado concentra 62% da produção nacional, reforçando a atratividade de investimentos vinculados ao agronegócio regional.
O movimento de expansão cria um ambiente favorável para alocadores que buscam exposição ao campo. Nesse contexto, o Fiagro SNFZ11 anunciou sua terceira emissão de cotas com o objetivo de ampliar a presença no estado, mirando ativos rurais com potencial de renda e valorização. A tese se apoia no avanço industrial e na demanda por biocombustíveis.
SNFZ11 pretende captar R$ 120 milhões
Em 2025/26, a produção estadual deve crescer 8,52%, alcançando 7,27 milhões de m³. A aceleração esperada em 2026/27 decorre da entrada de novas plantas e da maior conversão de milho em combustível, ampliando a relevância de Mato Grosso na matriz de bioenergia.
O SNFZ11 pretende captar cerca de R$ 120 milhões para adquirir áreas agrícolas no estado. A oferta prevê até 12,08 milhões de cotas a R$ 10,20 cada. Com os recursos, o fundo planeja incorporar aproximadamente 2,2 mil hectares, fortalecendo o portfólio em uma das principais fronteiras agrícolas do país.
Patrimônio líquido em torno de R$ 90 milhões
As aquisições miram regiões com infraestrutura logística em evolução, fator que sustenta ganhos de produtividade e de preço da terra. A gestora já firmou acordos para três novas propriedades; concluídas as operações, o fundo passará a deter seis fazendas, combinando arrendamentos e crédito rural para gerar fluxo de caixa. Entre os ativos atuais, três propriedades ficam em Gaúcha do Norte (MT), e o patrimônio líquido gira em torno de R$ 90 milhões.
A base de investidores também se expande: o SNFZ11 alcançou 13 mil cotistas, avanço de cerca de 20%, tendência que tende a melhorar a liquidez no secundário. Em apresentação, o analista João Vitor Franzin destacou a distribuição de R$ 0,10 por cota e dividend yield anualizado próximo de 13%, em linha com a tese que relaciona a escalada do etanol de milho em Mato Grosso à valorização fundiária e ao dinamismo econômico regional.
