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PRIO (PRIO3) sobe mais de 3% após prejuízo no 4T25; veja análises

Prio (PRIO3)

Prio (PRIO3). Foto: Divulgação/Prio

As ações da PRIO (PRIO3) estão operando em forte alta nesta quarta-feira (11), após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. Por volta das 11h, os papéis da companhia sobem 3,36%, a R$ 60,88.

No último trimestre de 2025, a PRIO registrou um prejuízo líquido de US$ 185 milhões, excluindo a norma IFRS-16. A regra contábil exige que contratos de arrendamento sejam registrados como dívida e ativo no balanço, o que pode alterar o lucro reportado.

Por outro lado, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) avançou 7% na comparação anual, para US$ 324,2 milhões. Já a margem Ebtida caiu 7 pontos percentuais, para 55%. 

O que dizem os analistas sobre os resultados da PRIO (PRIO3)?

Na avaliação da XP Investimentos, os resultados da PRIO (PRIO3) vieram, em geral, em linha com as estimativas da casa. O Ebitda ajustado veio praticamente estável em relação às projeções dos analistas, mesmo em um cenário de preços mais baixos do petróleo no período.

Segundo os analistas, o desempenho operacional foi sustentado principalmente pelo aumento nos volumes de vendas e pela redução do custo de extração. “O Ebitda ajustado de US$ 324 milhões ficou em linha com nossas estimativas, apesar dos preços mais baixos do Brent”, destacaram.

A XP também ressaltou que o avanço sequencial do indicador ocorreu mesmo com a queda de cerca de 7,5% no preço do Brent em relação ao trimestre anterior. O resultado foi favorecido, sobretudo, pela produção mais elevada e por custos operacionais menores.

Outro ponto destacado pelos analistas é o início iminente da produção no campo de Wahoo, considerado um dos principais catalisadores para a tese de investimento da companhia. Segundo a PRIO, o primeiro óleo do projeto é esperado para os próximos dias.

Já o BTG Pactual afirmou que os números operacionais vieram em linha com as expectativas do mercado, com destaque para a expansão da produção e a melhora no custo de extração. “Acreditamos que o catalisador mais importante da PRIO continua sendo o primeiro óleo de Wahoo”, escreveram os analistas.

O banco também destacou que a produção da companhia avançou de forma relevante no trimestre, alcançando cerca de 128 mil barris de óleo equivalente por dia, enquanto o custo de extração recuou para cerca de US$ 12,5 por barril. Para o BTG, a combinação de crescimento da produção e redução de custos deve continuar sustentando a geração de caixa da empresa nos próximos trimestres.

Vale a pena investir em PRIO3?

Tanto BTG quanto XP possuem recomendação de compra para as ações PRIO3 e posicionam a companhia como escolha principal dentro do setor.

Os analistas da XP consideram um preço-alvo de R$ 64 por ação da PRIO (PRIO3), enquanto o BTG aponta R$ 61. 

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