O fundo imobiliário PMLL11 firmou instrumento para adquirir 10% do Shopping Jardim Sul, em São Paulo, por R$ 67 milhões. A transação envolve participação minoritária no empreendimento e segue a política de alocação em ativos de varejo com perfil dominante em suas regiões.
Segundo a gestora, o investimento deve gerar yield médio de 11,6% ao ano nos dois primeiros anos. Após a estabilização da operação, a projeção de retorno é de cerca de 9,1% ao ano, refletindo o amadurecimento da receita e a normalização dos indicadores operacionais.
A aquisição está alinhada à estratégia do fundo de ampliar a diversificação e elevar a qualidade do portfólio. O foco recai sobre shopping centers com potencial de valorização e métricas operacionais acima da média atual da carteira.
Outro critério da gestão é priorizar ativos administrados por empresas de primeira linha, preferencialmente em operações nas quais o fundo possa atuar como sócio, reforçando o alinhamento de longo prazo com os demais investidores do ativo.
O Shopping Jardim Sul possui 28.710 metros quadrados de Área Bruta Locável. Descrito pelo FII como um empreendimento tradicional e consolidado na capital paulista, o ativo tem como público-alvo majoritariamente consumidores das classes A e B.
Aquisição no Shopping Jardim Sul em São Paulo
A operação reforça a presença do fundo no segmento de shopping centers, com foco em ativos consolidados e bem posicionados na dinâmica de consumo local. O movimento busca capturar fluxos de renda mais previsíveis e uma melhor combinação risco-retorno, em linha com a tese de longo prazo informada pela administração.
A participação minoritária permite ao fundo acessar um ativo estabelecido na cidade de São Paulo, mantendo disciplina na alocação de capital e preservando espaço para novas oportunidades em linha com os filtros de qualidade e dominância regional.
Como será o pagamento da aquisição do PMLL11
Metade do preço será quitada em moeda corrente por meio de três parcelas. A primeira, de R$ 6,7 milhões, será paga na data de fechamento, quando deve ser lavrada a escritura definitiva de compra e venda. As demais parcelas, de R$ 13,4 milhões em 12 meses e R$ 13,4 milhões em 18 meses, terão correção pelo IPCA.
Os outros 50% do preço, equivalentes a R$ 33,5 milhões, serão liquidados na data de fechamento, em moeda corrente ou por compensação de créditos. Nesse segundo formato, o fundo poderá compensar o valor com créditos decorrentes da obrigação do vendedor de integralizar cotas emitidas pelo próprio fundo e subscritas no âmbito da operação, conforme termos a serem definidos nos documentos da oferta.
A conclusão da compra depende do cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de transação. Após a verificação dessas condições, o fundo informará novamente os cotistas e o mercado com os próximos passos.
O FII esclareceu ainda que o fechamento dessa aquisição não está condicionado à transação divulgada no fato relevante de 31 de março de 2026 pelo PMLL11, preservando a independência entre as operações e o cronograma de execução desta compra.
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