A Petrobras (PETR4) avançou em sua estratégia de concentração de ativos ao assinar contratos para retomar 100% de participação em campos relevantes na Bacia de Campos, em uma operação que pode chegar a US$ 450 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões). O movimento reforça o foco da companhia em ativos onde já atua como operadora e busca capturar maior valor ao longo do ciclo de produção.
O acordo foi firmado com a Petronas Petróleo Brasil Ltda e marca mais um passo da estatal na reorganização de seu portfólio de exploração e produção.
Petrobras (PETR4) amplia controle sobre ativos estratégicos
A operação envolve a aquisição dos 50% restantes de participação nos campos de Tartaruga Verde e no Módulo III do campo de Espadarte. Com isso, a Petrobras voltará a deter integralmente os ativos, mantendo-se como operadora.
No comunicado, a companhia destacou que “após a conclusão da operação, a Petrobras voltará a deter 100% de participação nos ativos, mantendo-se como operadora”.
Os campos estão localizados na porção sul da Bacia de Campos e já fazem parte do portfólio operacional da empresa.
Detalhes da estrutura da transação
O valor total da transação pode chegar a US$ 450 milhões, com pagamento dividido em diferentes etapas.
Segundo a empresa, US$ 50 milhões foram pagos na assinatura do contrato, enquanto US$ 350 milhões serão desembolsados no fechamento da operação, sujeito a ajustes relacionados à data efetiva. Além disso, há parcelas adicionais de até US$ 25 milhões cada, a serem pagas em até 12 e 24 meses após a conclusão.
A companhia também informou que os valores podem ser ajustados conforme o desempenho econômico dos ativos desde julho de 2025.
Produção atual e relevância dos campos
Os ativos adquiridos possuem produção relevante dentro do portfólio da Petrobras. Segundo o comunicado, os campos produzem atualmente cerca de 55 mil barris de óleo por dia.
Além disso, os campos são operados por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, em lâmina d’água entre aproximadamente 700 e 1.620 metros.
No comunicado, a Petrobras (PETR4) reforçou que a operação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), destacando que a conclusão depende do “cumprimento de condições previstas no contrato de compra e venda, incluindo a aprovação pela ANP”.
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