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Petrobras (PETR4) toma corte no alvo, mas segue favorita do BofA

Petrobras (PETR4). Foto: Divulgação

Petrobras (PETR4). Foto: Divulgação/Petrobras

A queda do petróleo bateu na porta das petroleiras brasileiras, mas não tirou a Petrobras (PETR4) da lista de preferidas do Bank of America (BofA). O banco reduziu os preços-alvo das principais empresas do setor após revisar para baixo suas projeções para o Brent e incorporar um real mais valorizado nos modelos, mas manteve recomendação de compra para Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3).

Segundo o relatório, o BofA agora projeta o petróleo Brent a US$ 82 por barril em 2026 e US$ 70 em 2027. A estimativa de longo prazo também foi reduzida, de US$ 75 para US$ 70 por barril. Para o câmbio, o banco passou a considerar dólar a R$ 5,00 em 2027, ante R$ 5,25 anteriormente.

Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3) seguem no topo

Para as empresas brasileiras de óleo e gás, o BofA cortou os preços-alvo em cerca de 15%, em média. No caso da Petrobras (PETR4), o preço-alvo caiu de R$ 65 para R$ 55, uma redução de 15%. Para o ADR da estatal, a projeção passou de US$ 24,80 para US$ 22, queda de 11%.

Mesmo com o ajuste, o banco reiterou a recomendação de compra para Petrobras (PETR4). Na avaliação dos analistas, a companhia segue oferecendo uma combinação atrativa de geração de caixa livre e dividendos em 2026 e 2027, ainda que a perspectiva seja de maiores investimentos no período.

A PRIO (PRIO3) também permaneceu entre as principais escolhas do BofA na América Latina. O preço-alvo da empresa foi reduzido de R$ 82 para R$ 71, queda de 13%. Ainda assim, o banco destaca a forte geração de caixa esperada para os próximos anos e vê a recente política de dividendos como possível catalisador para as ações no curto prazo.

Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) têm visão neutra

A Brava Energia (BRAV3) teve o preço-alvo reduzido de R$ 26,50 para R$ 22,50, corte de 15%. O BofA manteve recomendação neutra para a ação, apesar de reconhecer o potencial de geração de caixa da companhia. Segundo o banco, os riscos de execução ainda limitam uma visão mais otimista para o papel.

A PetroReconcavo (RECV3) teve o maior corte entre os nomes citados, com preço-alvo reduzido de R$ 16,50 para R$ 13,50, baixa de 18%. A recomendação também foi mantida como neutra. Os analistas estimam rendimentos de fluxo de caixa livre ao acionista de 8% em 2026 e 9% em 2027, abaixo dos observados em outras empresas sob cobertura.

No fim, o corte nos preços-alvo não mudou a ordem de preferência do BofA no setor. A Petrobras (PETR4) segue como uma das principais apostas em óleo e gás, ao lado da PRIO (PRIO3), enquanto Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) permanecem com recomendação neutra após a revisão das premissas para o petróleo.

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