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Pão de Açúcar (PCAR3) despenca 8% após resultados do 4T25: veja o que desanimou

Fachada da sede do Pão de Açúcar (PCAR3)

Pão de Açúcar (PCAR3). Foto: Divulgação/PCAR3

As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) estão liderando as quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (25), após a companhia divulgar os resultados do quarto trimestre de 2025. Por volta das 12h, os papéis da varejista despencam 9,27%, a R$ 2,84.

Nos três últimos meses do ano, a rede de supermercados teve um prejuízo líquido de R$ 572 milhões, uma queda de 48,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número ficou bem abaixo das estimativas dos analistas, que esperam um resultado negativo de R$ 134 milhões, de acordo com dados da LSEG, o que explica parte da queda das ações do Pão de Açúcar hoje.

O Ebtida ajustado, por outro lado, ficou acima das expectativas do mercado, em R$ 510 milhões no período. Para o consenso da LSEG, a projeção era de R$ 466 milhões para o indicador.

Um dos principais pontos de atenção se deu, no entanto, para as notas explicativas das demonstrações consolidadas da empresa. Em uma das notas, o GPA alegou sobre a capacidade de manter as operações, destacando um “risco de continuidade operacional”. 

“Apesar das melhorias recentes, o elevado endividamento pressiona liquidez, resultando em capital de giro negativo de R$1,2 bi e R$1,7 bi em debêntures vencendo em 2026. A gestão terá de monitorar indicadores de liquidez e buscar medidas estratégicas para garantir continuidade. A nota adiciona incerteza relevante”, destacam os analistas da XP, em relatório. 

Analistas consideram resultados do GPA (PCAR3) como fracos

Apesar do Ebitda ajustado acima do consenso, os analistas apontam que a fotografia geral do trimestre foi mais fraca do que aparenta à primeira vista.

Para o Itaú BBA, o principal ponto negativo foi a qualidade dos resultados. O banco destaca que, embora o Ebitda tenha superado as estimativas, a geração de caixa e a rentabilidade seguem pressionadas, enquanto o prejuízo líquido reforça os desafios operacionais da companhia.

“Os resultados ficaram abaixo de nossas estimativas em termos de qualidade, com rentabilidade ainda pressionada e visibilidade limitada para uma recuperação mais consistente”, afirmam os analistas do banco.

O UBS BB também adotou um tom cauteloso. Segundo a instituição, o trimestre evidenciou que a recuperação operacional do Grupo Pão de Açúcar continua mais lenta do que o mercado esperava, especialmente diante do cenário competitivo no varejo alimentar.

“A recuperação operacional segue mais lenta do que o esperado, e ainda vemos desafios relevantes para uma melhora estrutural de margens”, destacou o UBS BB.

Outro ponto que chamou atenção nos relatórios foi a alavancagem. Mesmo com avanços pontuais, os analistas ressaltam que o nível de endividamento continua sendo um fator de risco relevante para a tese de investimento, principalmente diante do cronograma de vencimentos nos próximos anos.

Para o Itaú BBA, a desalavancagem do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) dependerá de uma melhora operacional mais robusta. “A trajetória de redução da dívida exige uma recuperação mais sólida de resultados, o que ainda não está claro”, pontua o banco.

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