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Pague Menos (PGMN3) cresce com margens e surpreende no lucro; veja o que chamou atenção

Pague Menos (PGMN3) Foto: Divulgação

Pague Menos (PGMN3) Foto: Divulgação

A Pague Menos (PGMN3) começou 2026 com um trimestre acima das expectativas do mercado, combinando crescimento de receita com avanço de margens e um lucro que superou as projeções dos analistas.

Segundo relatório do BTG Pactual, os resultados do 1T26 vieram “acima das estimativas”, com destaque para a expansão da receita e ganhos de rentabilidade, mesmo em um cenário de desaceleração na comparação trimestral.

As vendas brutas consolidadas cresceram 14,4% na base anual, para R$ 4,14 bilhões, enquanto o lucro líquido ajustado somou R$ 55 milhões, mais de quatro vezes acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

Crescimento segue forte, com destaque para vendas e produtividade

O avanço da companhia foi sustentado por um crescimento sólido nas mesmas lojas (SSS), que avançaram 13% na comparação anual, ainda que em ritmo menor do que trimestres anteriores.

O BTG destaca que o desempenho segue apoiado pela forte demanda por medicamentos genéricos e produtos de marca, além do efeito contínuo das vendas de GLP-1, categoria que já representa cerca de 9,1% da receita da companhia.

Outro ponto relevante foi o ganho de produtividade. As vendas por loja atingiram R$ 818 mil por mês, alta de 12% em relação ao ano anterior, reforçando a eficiência operacional da rede.

Além disso, a participação de mercado avançou, chegando a 6,7%, em linha com a estratégia de expansão e ganho de escala da companhia.

Margens avançam e lucro surpreende analistas

O trimestre também foi marcado por uma melhora relevante de rentabilidade.

A margem bruta atingiu 29,5%, com alta de 0,8 ponto percentual na comparação anual, enquanto a margem Ebitda (ex-IFRS16) chegou a 4,9%, também com avanço de 0,8 ponto percentual.

O Ebitda somou R$ 205 milhões, crescimento de 36% na base anual, superando as estimativas dos analistas. Já o lucro líquido ajustado ficou bem acima do esperado, beneficiado por resultados financeiros melhores e efeitos tributários positivos.

“Os resultados mostraram mais uma rodada de crescimento sólido de receita e ganhos de margem acima das expectativas”, destaca o BTG no relatório.

Mesmo com um fluxo de caixa livre negativo no período, impactado por sazonalidade e aumento de estoques, a alavancagem recuou para 1,9 vez dívida líquida/Ebitda, abaixo dos níveis observados no trimestre anterior e no mesmo período de 2025.

Tese segue positiva para a companhia

Para o BTG, o resultado reforça os principais pilares da tese de investimento na companhia, com crescimento consistente de receita, expansão de margens e melhora contínua de produtividade.

O banco também destaca o aumento da exposição a produtos ligados à categoria GLP-1 como um vetor adicional de crescimento, além de enxergar a ação negociando a múltiplos considerados atrativos.

“Os resultados do 1T reforçam os pilares estruturais da tese, com crescimento de receita em dois dígitos e expansão de margens”, afirma o relatório, reiterando recomendação de compra para a Pague Menos (PGMN3).

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