A B3 agora passa a contar com o OLEO11, primeiro ETF brasileiro voltado a companhias de serviços de petróleo listadas nos Estados Unidos. O produto foi lançado neste mês (agosto de 2026) pela Investo, gestora do grupo VanEck.
O fundo replica o VanEck Oil Services ETF, conhecido pelo código OIH, que tem como referência o índice MVIS US Listed Oil Services 25 Index. Na prática, o ETF OLEO11 dá ao investidor brasileiro acesso a um segmento da cadeia global de óleo e gás sem sair da bolsa local.
O que compõe o ETF OLEO11?
A carteira reúne as 25 maiores e mais líquidas empresas de oil services negociadas nos Estados Unidos.
São companhias que fornecem equipamentos, tecnologia e serviços para localizar, perfurar e produzir petróleo, atuando em etapas como perfuração, completação de poços e manutenção da produção.
Entre os nomes que integram o índice estão SLB, Halliburton, Baker Hughes, TechnipFMC, Transocean, NOV e Tenaris. A lista considera a relevância das receitas de cada empresa em atividades ligadas à exploração e produção.
O índice pondera as companhias pela capitalização de mercado ajustada ao free float, com limite de 20% por empresa e de 50% para o conjunto das maiores posições. A composição passa por rebalanceamentos trimestrais e revisões semestrais.
Embora listadas nos Estados Unidos, as empresas têm sedes em diferentes centros globais de energia, como Curaçao e Reino Unido, o que, segundo a gestora, agrega diversificação geográfica ao produto.
Nos últimos cinco anos, o índice de referência do fundo OLEO11 registrou valorização de 110%, ante 42% do Ibovespa no mesmo período.
A tese por trás do OLEO11
Segundo a Investo, o lançamento se apoia no ciclo de investimentos das petroleiras. Depois de anos de aportes reduzidos, a indústria voltou a ampliar os investimentos em exploração e produção, com destaque para projetos offshore e em águas profundas, movimento que tende a beneficiar as empresas responsáveis pela execução técnica desses projetos.
De acordo com dados citados pela gestora, o consumo mundial de petróleo permanece em torno de 104 milhões de barris por dia, com cerca de 60% desse volume destinado ao transporte.
O investimento global em exploração e produção, que havia recuado ao longo da década passada, voltou a crescer e é projetado em torno de US$ 570 bilhões para o período recente.
A gestora argumenta ainda que o segmento negocia a múltiplos descontados e oferece baixa correlação com o mercado brasileiro, por ser um setor global e dolarizado, o que ampliaria a diversificação da carteira do investidor.
Vale lembrar que se trata da visão da gestora sobre o produto, e não de recomendação de investimento.
Sobre a gestora do ETF OLEO11
A Investo se apresenta como a maior gestora independente focada em ETFs do Brasil e integra o grupo VanEck, que administra mais de US$ 200 bilhões. A casa afirma manter mais de 30 ETFs de diferentes segmentos, além de um fundo de ações ligado a megatendências de mercado.
Com o ETF OLEO11, a gestora amplia sua oferta de produtos com exposição internacional dolarizada, negociados diretamente pela B3.
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