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Nubank (NYSE: NU) ainda vale a pena? BTG vê alta de 65% para ação

Nubank (ROXO34). Foto: Divulgação

Nubank (ROXO34). Foto: Divulgação/Nubank

Nubank (NYSE: NU) entra na reta final para divulgar seus resultados do primeiro trimestre de 2026 cercado por uma pergunta que tem ganhado força entre investidores: ainda vale a pena manter a aposta na fintech após a crescente preocupação com risco de crédito? Para o BTG Pactual, a resposta segue positiva, mesmo em meio à cautela do mercado com bancos e plataformas financeiras.

A discussão ganhou corpo após a reação negativa aos balanços recentes do setor financeiro brasileiro, especialmente depois da forte queda das ações do Inter após a divulgação de seus números. Nesse ambiente, o Nubank também passou a ser analisado com mais rigor, principalmente por investidores estrangeiros atentos a possíveis sinais de deterioração da carteira de crédito.

O que preocupa o mercado com Nubank

Em relatório assinado por Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, o BTG afirma que a qualidade dos ativos se tornou o principal foco de preocupação entre investidores internacionais, mas pondera que o nível de cautela pode estar exagerado.

“Um investidor estrangeiro nos disse que ficou surpreso com o quanto analistas estão destrinchando números nesta temporada de resultados para identificar até os menores sinais potenciais de deterioração na qualidade dos ativos”, escreveram os analistas.

Segundo o banco, até mesmo um podcast recente divulgado pelo Nubank sobre estratégia de crédito, inteligência artificial e governança acabou sendo interpretado por parte do mercado como um possível sinal indireto de preocupação com a carteira. O BTG, porém, relata que a leitura da companhia foi diferente.

“Os temas estão alinhados com as mensagens que investidores querem entender com mais profundidade. Essa é a conexão direta. O resto é excesso de interpretação”, destaca o relatório, em tradução livre da mensagem compartilhada com investidores.

A visão do BTG é que o mercado pode estar projetando um cenário mais negativo do que os números efetivamente indicam, especialmente porque boa parte das discussões recentes no setor foi influenciada por mudanças de mix de carteira e não necessariamente por deterioração estrutural.

O que esperar do balanço de Nubank (NU)

O consenso compilado pelo próprio Nubank, com projeções de mais de 19 analistas, aponta para lucro líquido de US$ 918 milhões no primeiro trimestre, alta de 65% na comparação anual e avanço de 3% frente ao trimestre imediatamente anterior. O número implicaria retorno sobre patrimônio (ROE) de 31%.

A expectativa é que a receita total chegue a US$ 4,94 bilhões, com crescimento de 52% em um ano, enquanto as provisões para perdas com crédito devem subir 37% na base anual, para US$ 1,33 bilhão.

Ainda assim, o avanço trimestral dessas provisões seria de apenas 7%, abaixo da expansão esperada da carteira, o que levaria o custo de risco a uma leve queda, de 15,8% para 15,7%.

Para o BTG, esse ponto merece atenção porque reduz a margem para surpresas positivas no balanço. Se os números vierem acima do esperado em risco de crédito, a reação pode ser negativa.

Vale investir em Nubank agora?

O BTG mantém recomendação de compra para Nubank (NU), com preço-alvo de US$ 22 para os próximos 12 meses, ante cotação de US$ 13,27 considerada no relatório, o que representa potencial de valorização de 65,8%.

No fechamento, Nubank (NU) continua sendo uma das teses de crescimento mais observadas do setor financeiro. Em um momento em que, segundo o BTG, investidores parecem “vender primeiro e fazer perguntas depois”, a comunicação da companhia com o mercado pode ser tão relevante quanto os próprios números.

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