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Mercado Livre (MELI34) acelera crédito, mas BTG ainda vê alta de 55% para ação

Mercado Livre (MELI34)

Mercado Livre (MELI34)

O Mercado Livre (MELI34) segue expandindo uma das frentes mais estratégicas de seu ecossistema, mas com um sinal de alerta no radar. Em relatório divulgado nesta terça-feira (19), o BTG Pactual manteve recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo equivalente a US$ 2.400 para a ação listada nos Estados Unidos, o que representa potencial de valorização de 55,2% sobre o fechamento mais recente, mesmo diante da piora da inadimplência nas operações de crédito.

A leitura do banco reforça como o braço financeiro da companhia se tornou peça central para sustentar crescimento, engajamento e monetização da plataforma, ainda que a expansão venha acompanhada de maior pressão sobre margens e provisões.

Mercado Livre (MELI34) amplia crédito e vê inadimplência subir

Segundo o BTG, a carteira consolidada monitorada nos principais FIDCs ligados ao Mercado Livre no Brasil somava R$ 7,7 bilhões em abril, alta de 0,4% na comparação mensal e avanço de 18% em 12 meses.

Ao mesmo tempo, os indicadores de inadimplência de curto prazo pioraram. O índice de atrasos de até 90 dias subiu 229 pontos-base no mês, alcançando 9,7% da carteira, enquanto a inadimplência acima de 90 dias recuou levemente para 11,6%.

O BTG pondera, porém, que esse recorte cobre apenas parte da operação brasileira, cerca de 25% da carteira total de crédito, já que a companhia vem recorrendo cada vez mais a outras fontes de financiamento.

No consolidado global, o Mercado Crédito fechou o primeiro trimestre com carteira de US$ 14,5 bilhões, salto de 87% em relação ao mesmo período do ano passado e avanço de 16% frente ao trimestre anterior.

Fintech segue como motor de crescimento

Boa parte dessa expansão vem dos cartões de crédito, hoje responsáveis por 45,5% da carteira, enquanto crédito ao consumidor representa 36,5%. O Mercado Livre também emitiu 2,7 milhões de cartões no primeiro trimestre, com crescimento de 104% em 12 meses nessa vertical.

Apesar do avanço operacional, a rentabilidade sofreu.

A margem líquida de juros após perdas (NIMAL, na sigla em inglês) caiu 550 pontos-base no trimestre, para 17,8%, pressionada principalmente pelo aumento nas provisões para inadimplência.

Segundo Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon, analistas do BTG Pactual, “a fintech continua sendo um importante vetor de valor para o Mercado Livre, com cartões de crédito sustentando grande parte do crescimento da divisão”.

Mercado Livre (MELI34) ainda convence analistas

Mesmo com a pressão de curto prazo, o BTG segue vendo espaço relevante para valorização.

Na avaliação do banco, crédito e publicidade se consolidaram como pilares adicionais além do e-commerce tradicional, reforçando a fidelização dos usuários e criando vantagens competitivas difíceis de replicar.

Como resumem os analistas, o Mercado Livre (MELI34) segue como “uma tese estrutural de crescimento de longo prazo na América Latina”, mesmo com o mercado acompanhando mais de perto o equilíbrio entre expansão e rentabilidade.

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