O mercado livre de energia segue ganhando tração no Brasil, respondendo por 44,8% da demanda nacional em março, o equivalente a 21.887 GWh, com alta de 2,4% frente ao ano anterior. O avanço veio acompanhado de um crescimento expressivo de 23,6% no número de consumidores, reforçando a consolidação desse ambiente como alternativa ao modelo regulado.
A região Norte foi o destaque do período, liderando em consumo, com elevação de 12,5%, e na atração de novos participantes, com expansão de 37,4%. Esses números indicam a descentralização do setor e o fortalecimento do arcabouço competitivo em diferentes regiões do país, com impactos estruturais positivos.
Continuidade do ciclo de adesões
Acelerada pela abertura a consumidores de alta tensão em 2024, a migração ganhou ritmo. Desde então, cerca de 45 mil unidades concluíram a transição, sendo 26 mil no primeiro ano e 19 mil em 2025. Para 2026, projeta-se que cerca de 10 mil novos consumidores completem a transição, sinalizando continuidade do ciclo de adesões e amadurecimento institucional do mercado.
Esse movimento ocorre mesmo em um contexto de demanda total menos aquecido, evidenciando busca por previsibilidade de custos, eficiência operacional e autonomia contratual. A flexibilidade para negociar condições e preços torna o mercado livre de energia particularmente atrativo para empresas que perseguem competitividade e gestão ativa de riscos.
Portfólio de 20 usinas solares
No campo dos investimentos, fundos expostos à geração e comercialização elétrica ganham relevância, sobretudo os vinculados a fontes renováveis. O SNEL11 ilustra essa tendência ao ampliar presença no segmento de energia solar, aproveitando o ambiente de contratação mais dinâmico. O SNEL11 possui um portfólio composto por 20 usinas solares em oito estados, patrimônio aproximado de R$ 905 milhões e 87,5 MWp instalados após aquisições recentes.
Com a provável abertura total do mercado e competição crescente, a demanda por contratos de longo prazo deve se intensificar. Esse cenário favorece ativos com previsibilidade de receita e operação escalável. Assim, a combinação entre expansão do mercado livre de energia e foco em geração distribuída limpa coloca o SNEL11 em posição estratégica para capturar novas oportunidades, alinhando sustentabilidade, retorno e segurança contratual.
